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Santos Ferreira: “Eu e o engenheiro José Sócrates não somos visita de casa”

O ex-presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Santos Ferreira, durante a sua audição na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República. MÁRIO CRUZ/LUSA
O ex-presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Santos Ferreira, durante a sua audição na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República. MÁRIO CRUZ/LUSA

O presidente da CGD entre 2005 e 2008 diz que não quer “piorar a situação” do antigo primeiro-ministro.

Carlos Santos Ferreira afirmou ter sido convidado para a presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) por Teixeira dos Santos, ministro das Finanças de José Sócrates. O antigo banqueiro, que estava na Estoril-Sol antes do convite para o banco público, admitiu que tinha contacto com José Sócrates mas que não falou com o antigo primeiro-ministro sobre esse assunto.

“O engenheiro José Sócrates está num momento particularmente delicado na vida e não quereria piorar a situação em que ele se encontra. Eu e o engenheiro José Sócrates não somos visita de casa. Hoje não temos relação mas na altura, na Caixa, teríamos uma relação normal entre dois membros do mesmo partido”, disse o antigo presidente da CGD em resposta a questões de Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, na II Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão da CGD.

Santos Ferreira afirmou que quando foi contactado por Teixeira dos Santos, o então ministro das Finanças não lhe indicou quais as razões que o levaram a fazer o convite. Pediu aos deputados que se chamarem o antigo ministro das Finanças ao Parlamento para lhe fazerem essa pergunta.

O antigo líder da CGD garante que o “meu único interlocutor era o ministro das Finanças e o Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças”.

O antigo presidente da CGD diz que não se recorda de “discutir projetos de crédito com ministro das Finanças”. Mas admitiu que em alguns projetos como “o tema do capital do La Seda perguntei ao ministro se era um projeto que daria sentido”.

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