Tecnologia

Facebook elege Londres para impulsionar pagamentos no WhatsApp

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A empresa de Mark Zuckerberg pretende contratar cerca de uma centena de pessoas para os escritórios em Londres.

O Facebook – que comprou o WhatsApp em 2014 por cerca de 16 mil milhões de dólares – quer alargar o raio de ação do WhatsApp, aplicação móvel que permite a troca de mensagens. O passo seguinte é permitir que enviar dinheiro entre os utilizadores de uma forma simples.

E a concretização desse objetivo não tardará muito. Há cerca de uma semana, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, revelou que o serviço de pagamentos do WhatsApp vai ser lançado em vários países ao longo deste ano. “Os pagamentos é uma das áreas onde temos uma oportunidade de fazer muitas coisas [de uma forma fácil]. Acredito que deve ser fácil enviar dinheiro para alguém, tal como o é enviar uma foto”, afirmou, citado pelo Financial Times (FT).

Para isso, é necessário desenvolver produto. Neste sentido, a tecnológica elegeu Londres para estabelecer a equipa que vai ser responsável por criar as ferramentas para adicionar esta característica ao serviço. A empresa liderada por Mark Zuckerberg revelou, de acordo com o Financial Times, que a escolha da capital britânica prende-se com o facto de na capital britânica conseguir captar um leque alargado de funcionários oriundos de vários países em que este serviço de mensagens é popular.

Para trabalhar no desenvolvimento deste serviço da WhatsApp em Londres vão ser contratados cerca de uma centena de pessoas, sendo que a maioria dos engenheiros de software vão ser recrutados precisamente na capital inglesa, embora vá existir um apoio adicional a esta equipa a partir de Dublin, na Irlanda.

Os elementos da nova equipa vão ser responsáveis pelo desenvolvimento de funções relacionadas com pagamentos, bem como produtos focados em segurança, de acordo com o jornal. Uma equipa de engenheiros seniores – e que pertencem à equipa fundadora – do WhatsApp já está em Londres para dar início ao processo de recrutamento.

Matthew Idema, diretor de operações (COO) do WhatsApp, sublinha, citado pelo FT, que: “estamos ansioso para trabalhar com alguns dos melhores especialistas técnicos e operacionais tanto em Londres como em Dublin para levarmos o WhatsApp para a sua segunda década. O WhatsApp é um serviço verdadeiramente global e estas equipas vão ajudar-nos a fornecer pagamentos através do WhatsApp e outras boas funcionalidades para os nossos utilizadores”.

O WhatsApp tem cerca de 1,5 mil milhões de utilizadores à escala global, o que faz dele uma das aplicações móveis mais usadas do mundo. É particularmente popular em países como Índia, Brasil, Indonésia e México. Tem atualmente cerca de 400 funcionários.

Facebook em Londres

A empresa por detrás da rede social é americana mas nem tudo é desenvolvido no país. Filtros de realidade aumentada, o Workplace ou ferramentas para garantir que conteúdos multimédia são carregados mais rapidamente nos produtos do grupo Facebook são apenas alguns dos exemplos de tecnologias desenvolvidas em Londres.

A capital britânica tem instalada a maior localização do grupo fora dos EUA, sendo apenas superada pelo quartel-general da Califórnia. São quase 230 mil metros quadrados de espaço em Londres, onde 1200 engenheiros, distribuídos pelos seis pisos do complexo de Rathbone Square, esquematizam ideias nas paredes das salas disponíveis. As equipas em expansão estão ligadas à plataforma Spark, virada para realidade aumentada, e ao WhatsApp, sem esquecer as funcionalidades do ganha-pão da rede social: os anúncios.

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