Regulação

Faria de Oliveira: Banca nacional teve legislação mais difícil que pares da UE

Faria de Oliveira, presidente da APB. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens)
Faria de Oliveira, presidente da APB. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens)

O presidente da Associação Portuguesa de bancos considera que há “desvantagem face à concorrência europeia”.

Dez anos depois da crise as regras europeias para o sistema bancário são mais exigentes. E em Portugal foi-se além das medidas impostas noutros países, segundo Faria de Oliveira. O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) defendeu que “nalguns domínios, o legislador nacional afastou-se do, já de si, muito exigente quadro europeu, colocando os bancos portugueses em condições de desvantagem competitiva face aos seus pares europeus”.

Numa conferência sobre supervisão comportamental, promovida pelo Banco de Portugal, o representante do setor bancário defendeu que “em Portugal não tivemos uma crise bancária que originou uma crise económico”. Considera que “tivemos, sim, uma grande recessão económica provocada principalmente pela crise de dívida soberana que afetou os bancos”.

Faria de Oliveira referiu que os bancos nacionais “tiveram de realizar um duro processo de recuperação e regeneração”. Isto, defendeu, num contexto em que foram sujeitos “a legislação e decisões, por vezes absolutamente singulares, mais difíceis, ficam em desvantagem face à concorrência europeia”.

Apesar de referir que as medidas legislativas que foram tomadas resultarem de “preocupações absolutamente legítimas, dados os casos ocorridos no sistema bancário nacional, desvalorizam o reforço entretanto ocorrido no quadro europeu”.

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