Novo Banco

FEBASE acusa Novo Banco de violar “prática de diálogo e negociação”

A Federação do Setor Financeiro pediu uma reunião urgente à administração do Novo Banco.

Depois do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) ter referido que o Novo Banco iria minimizar os impactos dos cortes de balcões e na redução de funcionários, agora é a vez da Federação do Setor Financeiro (FEBASE) reagir ao plano de reestruturação. Mas com um tom mais preocupado. Considera que as decisões tomadas pelo banco têm “contornos e consequências drásticas e perniciosas”.

A FEBASE pediu uma reunião com caráter de urgência à administração do Novo Banco. “Face ao atual clima de intranquilidade e preocupação, resultado das recentes notícias que dão conta da decisão do Novo Banco de encerrar mais 55 balcões e promover a saída de cerca de 400 trabalhadores, a FEBASE solicitou, com caráter de urgência, uma reunião com a administração do Novo Banco”, diz esta entidade num comunicado enviado às redações.

Considera que “o Novo Banco violou ou interrompeu a prática de diálogo e negociação, com a decisão e divulgação pública das medidas em causa, ignorando e desconsiderando a FEBASE e os seus Sindicatos”. Na semana passada, o SNQTB tinha referido que “nenhum trabalhador será obrigado a aceitar qualquer das soluções que venham a ser propostas”. E acreditava que “os critérios técnicos a observar no encerramento procurarão minimizar impactos sobre clientes, volume de negócio, quota de mercado e, estamos em crer, sobre os seus trabalhadores”.

Nos últimos anos o Novo Banco tem encerrado balcões e reduzindo funcionários de forma a corresponder às exigências da Comissão Europeia. Desde que foi criado dos escombros do antigo BES o número de trabalhadores foi reduzido em um terço e os balcões em 40%.

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