CGD

Finanças quer investigação ao crédito malparado da CGD

Ministério de Mário Centeno diz que se houve créditos concedidos sem avaliação tem de ser apurada "responsabilidade civil e criminal".

O ministério das Finanças diz que se houve créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos sem a devida avaliação então esses créditos devem ser investigados pelas entidades competentes.

O ministério de Mário Centeno defende que se houve créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos anteriormente à recapitalização de 2012 sem a devida avaliação, “essa questão deveria ter sido reportada nessa altura” e “sujeita às diligências entendidas por convenientes, nomeadamente no campo do apuramento de responsabilidade civil e criminal”. A informação foi avançada pelo Expresso e enviada para vários meios de comunicação social, incluindo o Dinheiro Vivo.

A informação vem na sequência da notícia de hoje do Correio da Manhã, que revela a existência de mais de 2,3 mil milhões de crédito em risco no banco público, segundo uma auditoria de junho de 2015. A Caixa já registou imparidades de 912,1 milhões segundo dados de agosto de 2015.

O mesmo jornal adianta que os empréstimos mais problemáticos foram concedidos durante o mandato de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara, em 2005 mas que também há empréstimos mais recentes.

Fonte oficial das Finanças considera que “cabe às entidades competentes a todo o tempo realizar as diligências que entendam convenientes e adequadas nos termos da legislação em vigor” mas que “o Governo está disponível para colaborar”.

Ou seja, o Executivo não avançará ele próprio com uma investigação, já que isso cabe às “entidades competentes”, mas colaborará com essa investigação.

“A injeção de capital realizada [em 2012], de acordo com as regras de capitalização no quadro do programa de ajustamento, foram as necessárias para fazer face às imparidades detetadas. Neste contexto, todos os créditos existentes terão sido avaliados pela administração, pelo Banco de Portugal, pelos auditores da CGD e pela troika”.

“Tendo em conta a avaliação realizada, prejuízos decorrentes de imparidades de crédito não registadas em 2012 apenas podem decorrer de eventos supervenientes e não antecipáveis em 2012 e, por maioria de razão, não antecipáveis em períodos anteriores e/ou avaliação deficiente de risco por parte das entidades envolvidas na determinação do montante da capitalização necessária”.

Assim sendo, “tendo em conta a avaliação realizada, prejuízos decorrentes de imparidades de crédito não registadas em 2012 apenas podem decorrer de eventos supervenientes e não antecipáveis em 2012 e, por maioria de razão, não antecipáveis em períodos anteriores e/ou avaliação deficiente de risco por parte das entidades envolvidas na determinação do montante da capitalização necessária”.

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