gestão de ativos

Finangeste. O primeiro bad bank português faz 40 anos e gere milhões

Rui Madeira, administrador da Finangeste
Rui Madeira, administrador da Finangeste

A Finangeste chega aos 40 anos a gerir 1.200 milhões de euros de crédito malparado e 600 milhões de euros de ativos imobiliários.

O primeiro banco com ativos tóxicos criado em Portugal, a Finangeste, chega aos 40 anos a gerir uma carteira de crédito malparado de 1.200 milhões de euros e quer crescer no investimento imobiliário, onde gere ativos de 600 milhões de euros.

Em 2019, a Finangeste, que opera na área de recuperação de créditos e gestão de ativos imobiliários, “conta ter mais de 200.000 metros quadrados de construção em Portugal em projetos de investimento geridos e coordenados por si”.

A empresa foi criada pelo governo em 1978 e ficou com os créditos problemáticos do Banco Intercontinental Português. Em 1982, passou a sociedade anónima para comprar e gerir ativos tóxicos de vários bancos em Portugal. Foi um dos primeiros ‘bancos maus’ da Europa.

Em setembro de 2015 foi vendida pelos acionistas – bancos e Banco de Portugal – a um grupo de investidores unidos na empresa Isegoria. Segundo o Jornal de Negócios, o valor de venda foi de 35 milhões de euros. No mesmo mês , um fundo norte-americano comprou à Finangeste 77 ativos imobiliários e 114 empréstimos garantidos com um valor superior a 110 milhões de euros.

“Três anos depois de ter sido adquirida pelos atuais acionistas, os seus ativos são constituídos por portfólios de gestão corrente e por projetos de investimento de curso que “correspondem a um crescimento muito acentuado de cerca de 700%”, refere a empresa num comunicado divulgado esta quarta-feira.

No setor imobiliário, “a estratégia passa por fazer crescer a aquisição de portfólios de imóveis, com uma abordagem de criação de valor que poderá incluir desde a promoção e reabilitação de ativos à redefinição e reposicionamento de projetos, através da montagem de negócios e captação de investidores”.

“Esta tem sido já uma área de aposta da empresa, que nos dois últimos anos captou cerca de 500 milhões de euros de investimento internacional para o desenvolvimento de projetos imobiliários em todo o país”, adianta.

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