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Fintech ameaçam 1,7 milhões de empregos na banca até 2025

Fotografia: DR
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Investimento em startups financeiras cresceu mais de 10 vezes nos últimos cinco anos

Há 1,7 milhões de empregos em risco na Europa e nos Estados Unidos até 2025 por causa da revolução causada pelas startups financeiras (fintech). Em causa está praticamente um terço (30%) do total de empregos neste sector de acordo com um relatório “Digital Disruption”, que foi publicado na quarta-feira pelo Citigroup.

A inovação provocada pelas fintech, que apostam na desmaterialização de processos, vai obrigar a uma revolução na banca comercial, que necessita de fazer grandes reformas, assinala este estudo, assinado por sete analistas da entidade norte-americana.

O investimento em fintech cresceu mais de 10 vezes nos últimos cinco anos, de 1,8 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros), em 2010, para os 19 mil milhões de dólares em 2015 (16,7 mil milhões de euros).

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A Ásia, em especial, a China, é a região onde estas tecnologias estão a crescer de forma mais rápida, assinala este estudo.

Os empréstimos P2P (plataformas de empréstimos entre pessoas) e os sistemas de pagamento online, como o PayPal, são os segmentos de mercado que mais estão a desenvolver-se na atualidade.

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O Citigroup assinala ainda, por outro lado, que apenas 1% dos norte-americanos trocou os serviços oferecidos pelo banco por uma fintech. “Apesar de as novas empresas terem a vantagem da inovação, os bancos de toda a vida continuam a poder ganhar em termos de escala”, nota este estudo.

Esta não é a primeira vez que se fala numa revolução do sector financeiro por causa das fintech. No final de novembro de 2015, o presidente executivo do Barclays, Anthony Jenkins, referiu que a banca vai enfrentar um “momento Uber”, capaz de reduzir a metade os empregos na área bancária.

 

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