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Fosun no BCP acelera devolução de CoCos mas não altera proposta para Novo Banco

Nuno Amado, presidente executivo do BCP.
Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens
Nuno Amado, presidente executivo do BCP. Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens

Chineses formalizaram entrada no BCP, ficando com 16,7% do capital por 175 milhões de euros.

A entrada da Fosun como maior acionista do Millennium BCP vai contribuir e acelerar a devolução dos CoCos ao Estado português. O banco já tinha a ambição de o fazer antes de julho de 2017, uma meta que fica agora mais perto de ser alcançada ou mesmo antecipada.

A Fosun ainda tem 750 milhões de euros de CoCo’s para devolver ao Estado e tinha pedido autorização, antes do verão, para fazer o reembolso antecipado de entre 200 a 250 milhões de euros.

Esta entrada de capital não vai, para já, alterar qualquer intenção em relação ao valor proposto pelo Millennium BCP para a aquisição do Novo Banco. O Dinheiro Vivo sabe que a administração manterá uma proposta defensiva e, em momento posterior, reavaliará o processo.

Nuno Amado, na apresentação de resultados, afirmou que a proposta entregue pelo Novo Banco não tinha sido alterada, confirmando a informação avançada pelo Dinheiro Vivo.

As negociações para a entrada da Fosun no capital do Millennium BCP foram bem sucedidas e a Fosun passou a ser o maior acionista do banco, com 16,7% do capital. O tema é hoje anunciado formalmente pela CMVM. O Dinheiro Vivo apurou que a decisão foi tomada na sexta-feira, ao final do dia, após o fecho dos mercados.

O valor do negócio é de 175 milhões de euros, calculado de acordo com a forma definida que está assente nos últimos 20 dias de cotação. Este é um valor que está dentro da margem já prevista pelo banco, situada entre os 175 milhões e os 200 milhões de euros.

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