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Fundo de Resolução: Acompanhar Novo Banco é “tarefa complexa”

(Filipe Amorim / Global Imagens)
(Filipe Amorim / Global Imagens)

Máximo dos Santos está hoje no parlamento a ser ouvido sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco.

O presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos, considerou esta quarta-feira que fazer o acompanhamento do Novo Banco é uma “tarefa extraordinariamente complexa”.

Máximo dos Santos está hoje no parlamento a ser ouvido sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco e que têm impacto nas injeções de capital do Fundo de Resolução naquela instituição. (Veja aqui em direto)

O Fundo de Resolução detém 25% do Novo Banco e é também responsável pelas injeções de capital no Novo Banco ao abrigo do acordo de venda do banco. A Lone Star ficou com 75% do banco em 2017 e o acordo de venda prevê que o banco pode pedir todos os anos injeções de capital para cobrir perdas registadas com a venda de ativos tóxicos que herdou do antigo Banco Espírito Santo.

O acordo prevê que o fundo possa cobrir perdas até 3.890 milhões de euros e já foram injetados 2.976 milhões de euros. Deste montante, 2.130 milhões de euros vieram de empréstimos do Estado. Poderão ainda ser injetados mais 900 milhões de euros.

Ontem foi ouvido no parlamento o presidente executivo do Novo Banco. António Ramalho defendeu as vendas de ativos tóxicos do banco e revelou que um parecer independente concluiu que os negócios foram feitos acima do preço de mercado.

Também o Banco de Portugal defendeu as vendas efetuadas pelo Novo Banco. Numa resposta a um requerimento do BE, datada de 11 de setembro, a instituição agora liderada pelo ex-ministro das Finanças, Mário Centeno, considera que os negócios foram bons.

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