Novo Banco

“Sou o presidente do Fundo de Resolução, não sou o Sherlock Holmes”

Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.
Luís Máximo dos Santos é presidente do Fundo de Resolução.

Máximo dos Santos está hoje no parlamento a ser ouvido sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco.

O presidente do Fundo de Resolução, Máximo dos Santos, afirmou esta quarta que não tem indícios de que o Novo Banco tenha vendido ativos a entidades ligadas ao seu acionista principal, a norte-americana Lone Star.

Mas ressalvou: “sou o presidente do Fundo de Resolução, não sou o Sherlock Holmes”.

Máximo dos Santos está hoje no parlamento a ser ouvido sobre as vendas de imóveis e créditos do Novo Banco e que têm impacto nas injeções de capital do Fundo de Resolução naquela instituição.

Numa resposta a um requerimento do Bloco de Esquerda, datada de 11 de setembro, o Banco de Portugal defendeu que os negócios feitos pelo Novo Banco foram boas vendas e também que não haveria problema se os ativos tivessem sido vendidos a partes relacionadas com a Lone Star.

Máximo dos Santos também alertou os deputados que se o Fundo de Resolução não tiver financiamento disponível para uma nova injeção no Novo Banco seria o “desastre total”.

Os bancos nacionais estão a ser pressionados a colaborar numa solução de financiamento do Fundo de Resolução, perante a recusa dos partidos de esquerda em aprovar o Orçamento do Estado se houver mais dinheiro a ser injetado no Novo Banco, segundo o Jornal de Negócios desta quarta-feira.

Numa entrevista ao Expresso publicada no sábado, a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, fez depender a viabilização do Orçamento do Estado do fim das transferências para o Novo Banco e da realização de uma auditoria por instituições públicas.

Atualizada às 15H28 com mais informação

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