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Fundo do BPP troca Banif por Obrigações do Tesouro e CGD

Fachada da sede do BPP
Fachada da sede do BPP

Veículo dos antigos clientes do Banco Privado Português retirou 5 milhões de euros de uma conta gerida pelo Banif

O fundo de investimento criado para recuperar o dinheiro dos antigos clientes do Banco Privado Português (BPP) retirou os cinco milhões de euros que tinha numa conta no Banif. Cerca de metade foi investido em obrigações do tesouro e os outros 2,5 milhões de euros foram canalizados para uma nova conta bancária na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Criado em março de 2010 para gerir os investimentos de clientes de retorno absoluto, o Fundo de Gestão Passiva – Fundo Especial de Investimento Fechado (FEI) é gerido pelo Banif Gestão de Activos e tem um valor de referência de 558,5 milhões de euros.

“Na sequência das notícias sobre a situação do Banif, a Privado Clientes contactou a sociedade gestora do FEI [Banif Gestão de Activos] para saber a situação de liquidez do fundo e onde é que essa liquidez está aplicada”, lê-se numa nota enviada aos participantes do fundo, a que o DN/Dinheiro Vivo teve acesso. O fundo tinha apenas “cerca de 2% do seu património aplicado em liquidez (pouco mais de cinco milhões de euros), a qual se encontrava depositada no Banif”. Perante as manifestações de preocupação e os receios dos antigos clientes, o Banif Gestão de Activos comprometeu-se “a abrir no imediato uma conta na Caixa Geral de Depósitos para depositar parte liquidez do FEI”.

O DN/Dinheiro Vivo sabe que foram transferidos 2,5 milhões de euros para a CGD, enquanto os restantes 2,5 milhões foram investidos em obrigações do tesouro.

Entretanto, Jaime Antunes, presidente da Privado Clientes, e o representante dos clientes junto da gestão do FEI “reuniram-se com a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários para sensibilizar esta entidade para a necessidade de acompanhar a forma como a liquidez futura que o FEI vai gerar vai ser aplicada”, diz a mesma nota.

“Com a garantia de acompanhamento do FEI pela CMVM e com o compromisso da sociedade gestora de abrir uma conta de imediato na CGD consideramos que estão criadas as condições para uma gestão adequada do património do fundo”, acrescenta.

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