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Gestores do Novo Banco ganharam mais 75% em dois anos

António Ramalho, CEO do Novo Banco. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa
António Ramalho, CEO do Novo Banco. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa

Remunerações da comissão executiva cresceram um milhão de euros desde 2017. Prejuízos de três anos já somam 3,866 mil milhões

Desde 2017, ano em que o Novo Banco passou para o fundo norte-americano Lone Star, os salários da comissão executiva da instituição aumentaram em quase um milhão de euros, para 2,3 milhões de euros, em 2019, num aumento de 75%, a par de exercícios com prejuízo e das injeções de dinheiro do Estado português, noticiou o “Público”.

No caso específico do presidente executivo do NB, Vítor Ramalho, detalha-se que o gestor recebeu 329 600 euros, em 2017, valor que terá subido para 400 mil euros dois anos depois. Em 2016, antes do negócio com os americanos, a remuneração anual do executivo era 121 285 euros.

Os encargos do Novo Banco com as remunerações de gestores executivos e não executivos do conselho de administração e do conselho geral e de supervisão atingiram os 3,18 milhões de anos, segundo as contas do jornal.

Logo que o banco saiu da esfera do Fundo de Resolução, os prejuízos avultados passaram a ser uma constante, acumulando, desde 2017, um total de 3,866 mil milhões de euros em resultados negativos, refere o jornal.

Nesses dois anos, a gestão do NB terá identificado créditos mal provisionados, situação que lhe permitiu acionar o mecanismo de capital contingente de 3,8 mil milhões de euros.

Trata-se de uma almofada financeira à qual o NB poderá recorrer caso a gestão “descobrisse novas imparidades ou tivesse de reconhecer perdas resultantes de venda de ativos a desconto”, situação que tem justificado as injeções de capital por parte do Fundo de Resolução e que totalizam 2,7 mil milhões de euros (850 milhões de euros só este ano), segundo a mesma notícia.

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