BPI

Gortázar promete melhor rating, menos custos e mais futuro para o BPI

Grupo catalão revela que vai subscrever aumento de capital de 350 milhões que BPI precisa para entrar em cumprimento com rácios exigidos pelo BCE.

Gonzalo Gortázar, administrador-delegado do CaixaBank, garantiu que a intenção do grupo espanhol é fazer parte do futuro de Portugal na sequência do sucesso da OPA sobre o BPI, que deixou os catalães com mais de 84% do capital do banco até agora liderado por Fernando Ulrich.

Na conferência de imprensa sobre o desfecho da OPA, que decorreu esta tarde, o responsável dos catalães começou por agradecer “ao BPI, às autoridades reguladoras, que intervieram neste processo e também aos clientes e colaboradores do BPI pela sua fidelidade e compromisso durante todo este tempo”. Prometeu de seguida manter o centro de decisão do BPI em Portugal, assim como toda a estrutura da instituição.

“Queremos que o BPI continue como uma referência em Portugal como tem sido até agora, queremos apoiar a robustez financeira do BPI, o que permitirá mais e melhor financiamento às famílias e empresas, contribuindo assim para crescimento económico do país.”

Gonzalo Gortázar realçou ainda outros aspetos positivos que identifica na sequência do sucesso da oferta: “O CaixaBank traz estabilidade acionista para o BPI e capital para expansão da atividade, melhores condições de ‘rating’ e, logo, melhor acesso a financiamento”, explicou, lembrando que o seu grupo é líder de mercado em Espanha, com 29,5% de quota de mercado.

“Estamos a reforçar a nossa aposta no mercado português, que é um país com muito potencial e confiamos no seu futuro. Queremos fazer parte do futuro de Portugal”, explicou ainda, rematando: “O BPI contará agora com um aliado de maior dimensão.”

O líder do grupo catalão aproveitou a conferência de imprensa para revelar que o CaixaBank irá assumir na totalidade a subscrição de emissão de dívida subordinada que o BPI necessita, emissão que segundo Fernando Ulrich será de “no mínimo 225 milhões de euros”.

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