Money Conference

Governo arranca com grupo de trabalho sobre fintech

Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann
(Jorge Amaral / Global Imagens)
Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann (Jorge Amaral / Global Imagens)

A secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, quer que Portugal esteja na “linha da frente” na colaboração entre a banca e as fintech.

A secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, considera que as fintech são “um tema decisivo” e que “não podemos ser meros observadores”. Fatores que levaram o governo a criar um grupo de trabalho para as fintech que terá a primeira reunião na próxima semana.

Desse grupo de trabalho farão parte representantes do Banco de Portugal, de empresas e de fintechs. Ana Lehmann defende que o país esteja na “linha da frente” na colaboração entre os bancos com modelo de negócio mais tradicionais e as fintech. Mas a governante avisa que “é preciso que a regulação acompanhe e dinâmica empreendedora”.

No discurso feito na Money Conference, organizada pelo Dinheiro Vivo e pela TSF em parceira com a EY e a Iberinform, a governante detalhou que “é preciso que a regulação acompanhe e dinâmica empreendedora”. Até porque o objetivo é “criar condições para as fintech crescerem”. E observa que Portugal começou a “atrair start ups nesta área”.

Também no setor financeiro, Ana Lehmann destacou alguns investimentos que foram feitos no país e que considera serem a prova de que a banca tradicional está apostar forte na digitalização. Deu o exemplo de um banco de investimento francês que instalou um departamento no Porto e que mais do que financeiros tem recrutado engenheiros.

“Os bancos podem beneficiar da colaboração com as fintech e muitos deles já o estão a fazer”, observou Ana Lehmann. E aponta o caminho para o futuro dos serviços financeiros. Os bancos tradicionais podem “investir em fusões e aquisições, adquirindo ou tomando participações em fintech”. Outra solução para estabelecer esta cooperação entre os bancos e as fintech é fazer “alianças estratégicas para a co-criação de novas tecnologias”.

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