OE 2017

Governo confirma: 2017 é o ano para resolver o malparado da banca

Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças
Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças

"O trabalho está ainda a ser concluído e assim que houver novidades serão explicadas." Mourinho Félix não avança se há mais interessados no Novo Banco

Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado do Tesouro e Finanças, avançou esta noite, na conferência de imprensa de apresentação do Orçamento do Estado, que 2017 será o ano em que serão resolvidos os ativos não produtivos nos bancos.

“Em 2017 será o ano em que teremos que resolver definitivamente a questão dos ativos não produtivos nos bancos e adotar medidas para esse objetivo”, avançou o governante. Entre os ativos não produtivos estão os créditos malparados mas também, por exemplo, ativos como imóveis que não gerem rentabilidade.

Ora de acordo com Mourinho Félix as medidas para atacar estes ativos no balanço dos bancos “estão em preparação”, não avançando, porém, com quaisquer detalhes sobre os mesmos. “O trabalho está ainda a ser concluído e assim que houver novidades serão explicadas.”

Quanto ao processo de venda do Novo Banco, o secretário de Estado lembrou que este vai avançar para a fase de “apresentação de propostas vinculativas finais”, período em que será decidido se a venda avança ou se se opta pela via alternativa, ou seja a venda parcial em mercado. “A decisão será tomada pela autoridade de resolução”, leia-se o Banco de Portugal.

“Há um processo de compradores diretos e um de lançamento de IPO. Todo esse processo foi conduzido pelo Banco de Portugal, houve manifestações de interesse, como o Minsheng, mas não há mais informações que possa dar”, respondeu ainda, depois de questionado sobre a existência de mais interessados além dos que já são conhecidos.

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