Turismo

Governo lança empréstimo obrigacionista de 100 milhões para o turismo

Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia. Foto: REUTERS/Rafael Marchante
Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia. Foto: REUTERS/Rafael Marchante Siza Vieira; ministro da Economia

Empréstimo obrigacionista destina-se, nomeadamente, a pequenas e médias empresas (PME) e 'midcaps' (empresas até 3.000 trabalhadores) do setor.

O Governo lança hoje as candidaturas para um empréstimo obrigacionista para empresas do turismo, perspetivando que esta emissão a sete anos atinja, pelo menos, 100 milhões de euros, com financiamento máximo de 15 milhões de euros por empresa.

“As candidaturas a esta emissão agrupada de obrigações por um conjunto de empresas do turismo estarão abertas a partir de hoje, 17 de junho, e até 15 de julho, perspetivando-se que a emissão atinja um montante total mínimo de 100 milhões de euros. O prazo desta emissão será de sete anos, havendo um financiamento máximo de 15 milhões de euros por empresa”, indicou, em comunicado, o Ministério da Economia.

Este empréstimo obrigacionista destina-se, nomeadamente, a pequenas e médias empresas (PME) e ‘midcaps’ (empresas até 3.000 trabalhadores) do setor do turismo.

O Governo perspetiva que esta emissão, cujas candidaturas terminam em 15 de julho, atinja um montante total mínimo de 100 milhões de euros.

Segundo o Ministério da Economia, esta é a primeira vez que é lançado um empréstimo obrigacionista “acessível a um conjunto alargado de PME em Portugal, que será colocado junto de investidores institucionais, nacionais e internacionais”.

Citado no mesmo documento, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, realçou que “este é mais um instrumento […] ao dispor da economia, que se soma aos mais de [4 mil milhões] de euros disponibilizados às empresas ao longo desta legislatura”.

“É também o reflexo da melhor articulação entre as diferentes instituições financeiras do Ministério da Economia, que está na origem da criação do conselho de coordenação das instituições de financiamento à economia, na semana passada. O nosso principal objetivo é apoiar as empresas na diversificação das suas fontes de financiamento, e com esta primeira emissão no setor do turismo procuramos testar o mercado e avaliar a possibilidade de alargamento outros setores”, acrescentou.

Após a candidatura, será feita uma seleção das empresas, que “terão de cumprir um conjunto de rácios económicos e financeiros”.

O empréstimo vai contar com uma garantia pública, através do Fundo de Contragarantia Mútuo, que vai cobrir o risco de cerca de 30% da operação.

“A operação será dinamizada pela Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua e pelo Turismo de Portugal, e será avaliada por uma agência de rating internacional”, lê-se no documento.

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