Alterações climáticas

Grandes investidores mundiais alertam banqueiros para alterações climáticas

Furacão Irma afetou região das Caraíbas e estado da Flórida, nos Estados Unidos. Fotografia: REUTERS/Stringer
Furacão Irma afetou região das Caraíbas e estado da Flórida, nos Estados Unidos. Fotografia: REUTERS/Stringer

António Horta Osório, líder do banco britânico Lloyds, foi uma das personalidades que recebeu esta missiva dos investidores

É o equivalente a mil resgates da troika a Portugal: o mundo precisa de um investimento total de 93 biliões de dólares (78 biliões de euros) até 2030 para mudar para uma economia de baixo carbono e que possa atenuar os riscos das alterações climáticas. Este foi o aviso recebido por 60 líderes dos maiores bancos do mundo por parte de um grupo de grandes investidores e que gerem mais de um bilião de dólares em ativos.

António Horta Osório, líder do banco britânico Lloyds, foi uma das personalidades que recebeu esta missiva, de acordo com a informação adiantada esta quinta-feira pelo Financial Times. Os grandes investidores decidiram enviar esta carta depois da destruição causada pelo furação Irma no estado da Flórida (Estados Unidos) e na região das Caraíbas.

“Milhões de pessoas têm interesse em saber como os bancos vão responder à ameaça das alterações climáticas”, assinala a porta-voz desta campanha, Catherine Howarth, em declarações à publicação britânica.

Além do Lloyds, os líderes do HSBC, Bank of Amerca, JPMorgan, Morgan Stanley e Deutsche Bank também receberam este documento, segundo o FT.

Os grandes investidores pedem aos maiores bancos mundiais que divulguem mais informação sobre a exposição aos riscos relacionados com o clima e os seus planos para assegurar os compromissos subscritos pelos Governos de 195 países no Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015. O documento também foi subscrito inicialmente pelos Estados Unidos mas, este ano, o Presidente, Donald Trump, anunciou a saída do país deste acordo.

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