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Lucro do grupo Santander cresce 18% para 7.800 milhões

Ana Botín, presidente do Santander. Fotografia:  EPA/JUAN CARLOS HIDALGO
Ana Botín, presidente do Santander. Fotografia: EPA/JUAN CARLOS HIDALGO

Os lucros do grupo bancário liderado por Ana Botín cresceram 18% em 2018 face a 2017. O Totta contribuiu com 500 milhões de euros para este resultado

O grupo bancário espanhol Santander fechou 2018 com um lucro de 7.810 milhões de euros, mais 18% do que no ano anterior, tendo o Santander Totta, em Portugal, contribuído com 500 milhões de euros para o resultado.

Na informação que enviou hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, o grupo sublinha que concluiu com sucesso o seu plano estratégico de três anos de captação de novos clientes, o que lhe permitiu “continuar como um dos bancos mais rentáveis e eficientes” do mundo.

Num comunicado de imprensa, a presidente o grupo Santander, Ana Botín, destacou que “2018 foi um ano excelente”, tendo a prioridade definida de aumentar o número de clientes sido “fundamental” para o resultado.

O grupo bancário teve em 2018 uma rentabilidade medida através da taxa RoTE de 11,7% e um rácio de eficiência de 47%.

O Banco Santander vinculou 2,6 milhões de clientes e os créditos e recursos aumentaram 4% com uma taxa de câmbio do euro constante.

O número de clientes que utiliza os serviços digitais aumentou em 6,6 milhões, para 32 milhões.

O lucro em 2018 aumentou em oito dos dez dos mercados em que o grupo está presente (excluindo o impacto da taxa de câmbio), com destaque para os Estados Unidos (+74%), Espanha (+28%), Brasil (+22%) e México (+14%).

O Banco Santander considera que a qualidade do crédito continuou a melhorar, com a taxa de malparado a ser de 3,73% no final de 2018, uma diminuição de 35 pontos básicos em relação a 31 de dezembro de 2017, enquanto o custo do crédito diminuiu sete pontos básicos durante o ano passado, para 1,0%.

O rácio de capital CET1 “fully loaded” era de 11,30% a 31 de dezembro de 2018, que contrasta com os 10,84% de um ano antes, o que supera o objetivo de 11% fixado para 2018, explicado pela “forte geração orgânica de capital”.

Em Portugal, o lucro foi de cerca de 500 milhões de euros, mais 15% do que em 2017, um resultado conseguido devido à “melhoria da eficiência e a boa evolução da qualidade do crédito”.

O rácio de crédito malparado baixou 157 pontos básicos, para 5,94% e a integração do Banco Popular, concluída em outubro de 2018, “reforçou” a posição do Santander Totta como o maior banco privado do país medido pelos ativos e crédito concedidos na atividade doméstica.

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