Bitcoin

Há uma nova moeda digital e os bancos vão começar a usá-la

A USC pode revolucionar o futuro da banca.

Chama-se Utility Settlement Coin – USC, e está a ser desenvolvida através de blockchain, a mesma tecnologia usada na Bitcoin.

Os bancos Santander, Deutsche Bank, UBS e BNY Mellon uniram forças para estudar o uso de moeda digital entre as instituições financeiras e com os bancos centrais, para que, dentro de poucos anos, este sistema virtual de pagamentos se torne regra em todo o sistema financeiro.

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Os quatro bancos, com o apoio da corretora Icap e da startup Clearmatics, esperam lançar um produto comercial em 2018, destinado aos clientes institucionais, e já estão em conversações com os bancos centrais para determinar os procedimentos a seguir, de forma que a nova moeda cumpra com os requisitos regulatórios.

Donald J. Heberle, CEO do BNY Mellon Wealth Management. REUTERS/Brendan McDermid

Donald J. Heberle, CEO do BNY Mellon Wealth Management.
REUTERS/Brendan McDermid

Segundo o Financial Times, a Reserva Federal dos Estados Unidos, o Banco de Inglaterra e o Banco do Canadá já estão a estudar os possíveis benefícios das moedas digitais.

O projeto das quatro instituições financeiras tem como objetivo criar uma alternativa mais rápida e eficiente ao atual sistema de transações. Um relatório de 2015 da Oliver Wyman conclui que os bancos gastam entre 60 a 70 mil milhões de euros por ano em operações de compensação e liquidação.

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“O dinheiro virtual é um componente fundamental no tecido futuro dos mercados financeiros, baseado na tecnologia blockchain”, lê-se num comunicado divulgado esta quarta-feira pelo UBS.

O banco suíço sublinha que a nova moeda pode diminuir o grau de complexidade e o tempo necessário para concluir uma transação financeira, ao mesmo tempo que reduz os riscos para os utilizadores.

“As discussões recentes dos bancos centrais e reguladores sobre moedas digitais confirmam a sua potencial importância. A tecnologia blockchain pode revolucionar a banca nos próximo anos”, salienta o Santander em comunicado.

REUTERS/Luke MacGregor

REUTERS/Luke MacGregor

A USC terá como base ativos em dinheiro e estará disponível para ser transacionada entre entidades em moedas reais, como dólares, euros, libras e francos suíços, sendo depois convertível paritariamente em depósitos bancários. Na prática, gastar um USC seria igual a gastar o seu equivalente em “dinheiro real”.

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Com a moeda digital, os bancos poderiam liquidar obrigações ou ações sem ter de esperar pela tradicional transferência de dinheiro, sendo que a moeda virtual seria convertida diretamente em dinheiro nos bancos centrais.

Para ser bem-sucedida, a USC teria de ser adotada em massa pelas instituições financeiras mundiais.

Apesar de ter a apoio de quatro dos gigantes da finança, sabe-se que bancos como o Goldman Sachs e o Citi Bank estão a trabalhar nas suas próprias moedas digitais, a SETLcoin e a Citicoin.

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