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Horta Osório: CGD é uma questão de “transparência” e “confiança”

Lisboa , 17/05/2019 - Conferência AICEP 2019, na Nova SBE, em Carcavelos.
António Horta Osório(Carlos Costa/Global Imagens)
Lisboa , 17/05/2019 - Conferência AICEP 2019, na Nova SBE, em Carcavelos. António Horta Osório(Carlos Costa/Global Imagens)

O banqueiro português não comentou a polémica em torno de Berardo em concreto, mas lembrou que cada família portuguesa injetou 2.000 euros na Caixa.

António Horta Osório, presidente executivo do Lloyds Bank, afirmou esta sexta-feira que o importante na Caixa Geral de Depósitos (CGD), que está a ser alvo de um novo inquérito parlamentar devido a empréstimos ruinosos, é que haja”transparência” sobre o que aconteceu e que atraia a “confiança” dos portugueses.

“A questão da CGD é uma questão essencial de transparência e confiança dos portugueses na Caixa. Porque a Caixa pertence aos portugueses”, afirmou o banqueiro.

“É fundamental que os portugueses saibam o que é que aconteceu em termos de decisões de crédito na CGD, o que é que foi feito, com quem, o que é que foi feito adequadamente ou inadequadamente. Porque, não só a CGD é pública, como pediu um esforço enorme de recapitalização aos portugueses”, frisou.

O banqueiro escusou-se a comentar especificamente a polémica em torno dos empréstimos que o banco público concedeu sem as devidas garantias, nomeadamente ao empresário madeirense Joe Berardo.

“Estimo, dado o valor que foi injetado na CGD, que cada família portuguesa (…) tenha injetado 2.000 euros na Caixa”, disse banqueiro português aos jornalistas, à margem da conferência da AICEP sobre Exportações e Investimento, a decorrer hoje no novo Campus da NOVA SBE.

Sublinhou que a CGD é um banco que pertence aos portugueses, tendo recebido uma “injeção maciça” de capital.

“É um princípio fundamental de transparência e de justiça saber exatamente o que se passou, os grandes problemas que originaram essa injeção de capitais dos portugueses na CGD”, disse.

 

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