Coronavírus

Horta Osório: “É justo que renunciemos a todos os prémios de 2020”

António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
António Horta Osório, CEO do Lloyds Bank ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Líderes do Lloyds decidiram não receber bónus. Banco já avançou com rol de medidas para apoiar empresas e clientes.

“À luz das incertezas e dos desafios extremos apresentados pela crise da Covid-19 e como parte de nosso compromisso contínuo de apoiar todos os nossos clientes, colegas e comunidades”, os diretores executivos e o comité executivo do Lloyds Banking Group pediram para não receber os bónus a que teriam direito em 2020. A decisão foi tomada “em solidariedade com as comunidades em que operamos e em reconhecimento às prioridades de nossos stakeholders”, explicam em comunicado a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

Desde o início da pandemia que o banco tem dado vida a uma série de iniciativas e medidas que visam ajudar centenas de milhares de empresas e clientes individuais, incluindo moratórias de créditos, mesmo pessoais, a mais de 400 mil clientes e a criação de uma almofada de 500 libras livres de impostos nos descobertos e cartões de crédito. Para as empresas foram ainda concedidas moratórias nos pagamentos de prestações e extensões de linhas de crédito.

O banco diz-se ativamente empenhado em ajudar a implementar as medidas de apoio do governo às empresas e “a trabalhar sem descanso para apoiar os nossos clientes” para ajudá-los a ultrapassar este momento tão difícil”.

“Estamos a fazer todos os esforços possíveis para apoiar os nossos clientes, colegas e comunidades”, justifica o presidente do Lloyds, António Horta Osório. “Compreendemos as dificuldades e os desafios que enfrentam nestes tempos sem precedentes e estamos a trabalhar em ritmo acelerado para fornecer todo o apoio de que precisam. À luz disto, a coisa certa a fazer é que os diretores executivos e os administradores do grupo renunciem a todos os seus direitos a bónus para este ano”, sublinha o banqueiro.

Por outro lado, o grupo confirmou que todos os seus colaboradores serão pagos de acordo com os contratos, independentemente da sua função, “da forma como a pandemia venha a afetar os seus postos de trabalho ou de quaisquer outras circunstâncias”. A par das medidas tomadas para salvaguardar a segurança de todos, o banco pretende assim garantir que continuará “a servir todos os clientes” da forma como eles precisarem.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro-ministro, António Costa, intervém durante a cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excecional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, 19 de agosto de 2020. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

“Na próxima semana podemos chegar aos 1000 casos por dia”, avisa Costa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. FILIPE FARINHA/LUSA

Marcelo promulga descida do IVA da luz consoante consumos

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apoio a rendas rejeitado devido a “falha” eletrónica

Horta Osório: “É justo que renunciemos a todos os prémios de 2020”