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Investidores estrangeiros ficaram com mais de 80% da emissão do Novo Banco

António Ramalho, presidente do Novo Banco. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens
António Ramalho, presidente do Novo Banco. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

Mais de um terço da emissão de 400 milhões de euros do Novo Banco foi absorvida por investidores do Reino Unido.

Os investidores internacionais ficaram com a grande maioria da emissão de dívida subordinada do Novo Banco. A instituição financeira colocou esta sexta-feira 400 milhões de euros em títulos que contam como fundos próprios de nível 2 (tier 2). A taxa de juro foi de 8,5%.

No total, 84% da emissão ficou nas mãos de investidores estrangeiros. Os portugueses asseguraram 16%. A maior parte das entidades que participaram na operação são do Reino Unido. Os britânicos ficaram com 35% da dívida, apurou o Dinheiro Vivo. Os investidores suíços tiveram um peso de 22%, os americanos offshore 15%. Espanha e Itália ficaram, em conjunto, com 10%. E Alemanha representou 2%.

Entre o tipo de investidor, mais de metade foram gestoras de ativos. Absorveram 54% da emissão. Os hegde funds (fundos que assumem maior risco e estratégias mais sofisticadas) ficaram com uma alocação de 22%.

A par da emissão destes novos títulos, uma imposição das autoridades europeias, o Novo Banco teve em curso uma troca de dívida. Os investidores aceitaram substituir dívida antiga do banco por novos títulos no valor de 258,8 milhões de euros. O Novo Banco explicou, em comunicado, que “como houve uma larga adesão na troca de obrigações cupão zero de longo prazo (mais de 80%), o custo marginal para o Banco será cerca de 1/4 daquele valor”.

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