banca

Irão as notas e moedas desaparecer dentro de 10 anos?

Dinheiro

Transações eletrónicas substituem a utilização de notas e moedas. Metade das empresas europeias acreditam que dinheiro físico desaparece em 10 anos.

As notas e moedas podem ter os dias contados. Esta é a opinião de muitas empresas em toda a Europa, segundo o European Payment Report de 2019 (EPR), da Intrum. O relatório revela que metade das 11.856 empresas europeias inquiridas acredita que o seu país deixará de ter dinheiro físico em 10 anos. Um quarto acha que cenário deverá acontecer em apenas cinco anos.

Face a uma economia sem dinheiro físico, a principal preocupação da maioria das empresas é a exposição a ataques cibernáuticos. Mas também há quem acredite que a existência de apenas dinheiro virtual tornaria as rotinas de pagamento e a contabilidade mais eficientes.

Em Portugal, quando questionados com a possibilidade de uma sociedade sem dinheiro físico nos próximos dois anos, os gestores portugueses estão alinhados com os homólogos europeus. Apenas 6% afirma que nos próximos dois anos o dinheiro físico vai deixar de ser utilizado, enquanto a média europeia sobe para 7%. Quando alargado o espaço temporal para 5 anos, Portugal e a Europa divergem substancialmente, ficando Portugal nos 10% e a Europa nos 17%.

A Grécia é o país onde a maioria das empresas (66%) acredita que o dinheiro físico vai desaparecer em 10 anos. A Sérvia é o país com menos crentes nesta mudança. Apenas 18% considera que o país vai ficar sem dinheiro numa década.

“Uma sociedade sem dinheiro implica que todas as transações são digitais, com novas possibilidades de comprar a crédito como uma consequência provável. Numa economia em que o crédito está a tornar-se cada vez mais essencial, será necessário que as empresas façam uma avaliação mais criteriosa na concessão de crédito a fim de evitar a perda de receitas”, aponta Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Gustavo Bom / Global Imagens )

Englobamento agrava IRS para rendimentos ‘protegidos’ pelo mínimo de existência

(Gustavo Bom / Global Imagens )

Englobamento agrava IRS para rendimentos ‘protegidos’ pelo mínimo de existência

Salvador de Mello
( Álvaro Isidoro / Global Imagens )

Saúde não pode andar “ao sabor de ventos políticos”

Outros conteúdos GMG
Irão as notas e moedas desaparecer dentro de 10 anos?