Futuro da Banca

Itália quer 1,2 mil milhões para salvar dois bancos

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Governo italiano quer que os bancos do país contribuam com 1,2 mil milhões para resgatar dois bancos regionais

O governo italiano está a pressionar os maiores bancos do país a participar no resgate das instituições bancárias Popolare di Vicenza e do Veneto Banca para evitar o impacto do fundo de garantia de depósitos se os reguladores europeus decidirem a resolução das instituições.

A informação está a ser avançada pela Reuters, que cita fontes conhecedoras do processo. Em causa estará uma contribuição de cerca de 1,2 mil milhões de euros, numa informação que chega um dia depois do Mecanismo Europeu de Resolução ter ditado o resgate do espanhol Banco Popular, vendido ao Santander por 1 euro.

A decisão relativa a Espanha, diz a Reuters, aumenta a pressão sobre os bancos italianos, que têm procurado que Bruxelas aprove um plano de resgate a estas duas instituições regionais há já vários meses.

Roma ainda não conseguiu encontrar investidores para injetar 1,2 mil milhões nas duas instituições, com base no capital privado exigido pelas autoridades europeias para que o plano seja aprovado. Estará a ser negociado um plano em que cada banco saudável contribuirá com uma parte dos 1,2 mil milhões de euros necessários, diz uma fonte, que acrescenta que uns já concordaram mas que outros ainda não.

O BCE concluiu em abril, que os bancos estão solventes, o que lhes permite a recapitalização sem perdas para os obrigacionistas, mas que é necessário um aumento de capital de 6,4 mil milhões de euros. A operação seria apoiada pelo Estado mas que terá de ter luz verde de Bruxelas. Roma e as instituições europeias não chegam a acordo sobre o pedido do país para reduzir a quantidade de fundos privados exigidos para a recapitalização.

A pressão política está a ser especialmente forte junto de gigantes como o Intesa SanPaolo e o Unicredit. A convicção é que se estes bancos avançarem os outros também se juntarão.

Este é mais um golpe no setor bancário italiano, depois do governo daquele país ter conseguido que Bruxelas desse luz verde preliminar a uma proposta de resgate do Monte Dei Paschi di Siena, o quarto maior banco do país e que há vários meses luta com problemas de solidez.

O setor bancário italiano teria de garantir 11 mil milhões de euros para proteger os depositantes do Veneto Banca e do Popolare di Vicenza caso fosse ditada a resolução aos dois bancos, segundo uma fonte disse à Reuters.

Itália segue a mesma lei presente em Portugal: os depósitos até 100 mil euros estão assegurados pelo Fundo de Garantia de Depósitos em caso de resolução. O valor é financiado pelo resto do sistema.

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