Montepio

João Ermida falha eleição para administração do Banco Montepio

João Ermida
João Ermida

Foi o nome proposto por Carlos Tavares para chairman do banco Montepio no fim do ano passado, mas não foi aprovado no processo de fit&proper pelo Banco de Portugal.

João Ermida falhou a eleição para o cargo de administrador não executivo do banco Montepio. Depois de não ter visto o seu nome aprovado para o cargo de chairman, por não ter experiência recente na atividade bancária e não cumprir, assim, as condições para o registo de idoneidade, o banco submeteu um novo processo para que Ermida fosse aprovado como administrador não executivo.

A resposta positiva do supervisor chegou a 16 de maio, sendo que a Associação Mutualista tinha um prazo de 60 dias para eleger João Ermida para a administração, o que acabou por não acontecer dentro do prazo que terminou a 16 de julho, segundo fonte ouvida pelo Dinheiro Vivo. O nome de Ermida é assim novamente afastado da administração do banco, que conta com uma equipa de 15 elementos.

João Ermida e Carlos Tavares estiveram juntos no Santander. Natural do Porto, Ermida foi ainda administrador do Banco Privado Português (BPP), em 2009, quando o banco estava já em liquidação, e a sua carreira tem passado pela consultoria em investimento. Entre as dúvidas relativas à sua adequação ao cargo de chairman esteve ainda o facto de o lugar exigir dez anos de experiência prática relevante recente.

Essa experiência deve incluir uma proporção significativa de cargos de gestão de topo, segundo o guia para as avaliações de adequação e idoneidade do Banco Central Europeu. João Ermida conta no seu currículo recente com o cargo de presidente do grupo financeiro Sartorial, fundado a partir da sua corretora OK2Deal, em 2010. É na Sartorial que se tornou sócio de António Godinho, como noticiou o i no dia 18 de dezembro. Godinho foi candidato à liderança da Mutualista nas duas últimas eleições. Ficou em segundo lugar em ambos os processos eleitorais. Godinho entrou para a administração da Sartorial. O negócio não correu pelo melhor. Em 2015, a Sartorial viu-lhe ser revogada a licença para o exercício da sua atividade de corretagem.

Carlos Tavares acabou por assumir a cadeira de chairman, passando então a vice-presidente Dulce Mota para a presidência executiva do banco Montepio.

 

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