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Jorge Tomé: “Não há buracos nas contas do Banif”

Jorge Tomé
Jorge Tomé

“As contas do Banif estão limpinhas”, garante o ex-CEO do Banif, que está hoje no programa Negócios da Semana na SIC Notícias.

Jorge Tomé rejeita que exista qualquer buraco nas contas do Banif e garante que o balanço está correto e que a vigilância do Banco de Portugal foi sempre apertada.

“Não há buraco nenhum nas contas do Banif”, repetiu. “O Banco de Portugal tinha uma vigilância diária das contas do Banif. Havia uma supervisão apertada”. Aliás, o supervisor bancário tinha mesmo “acesso a todo o sistema do Banif”.

O ex-CEO do Banco Internacional do Funchal recorda que António Varela – atual administrador do Banco de Portugal e responsável pela supervisão bancária – desempenhou vários cargos no Banif, inclusive na comissão de auditoria do Banif. Além disso, Varela era um dos administradores não executivos nomeado pelo Estado para o ‘board‘ do Banif. Recorde-se que António Varela absteve-se de participar na reunião extraordinária do conselho de administração do Banco de Portugal que, no domingo, votou a venda do Banif ao Santander como medida de resolução.

“Estava tudo direitinho. As contas estavam perfeitamente auditadas, aprovadas e publicadas”, reitera.

Para Jorge Tomé, o valor do Banif é superior aos 150 milhões de euros. “A partir do momento em que separamos os ativos não bancários e vendemos o banco limpo, considerando os múltiplos do mercado, o valor do Banif seria de cerca de 400 milhões de euros”.

O antigo presidente explica ainda que as contas não têm qualquer relação com o capital, até porque “os problemas de capital são conhecidos”. “O Banif precisava de ser capitalizado”.

“Quando entrámos no banco, em 2012, o Banif tinha uma exposição ao BCE de 3,2 mil milhões de euros. Hoje, é de 900 milhões. Devemos ao Estado 1,1 mil milhões de euros em obrigações, que foram amortizadas antes do tempo. Houve uma recuperação de liquidez fantástica”, explicou.

Centenas de trabalhadores em risco

Jorge Tomé afirmou que “a solução encontrada pelo Banco de Portugal não acautelou os interesses dos stakeholders, dos obrigacionistas subordinados” e admitiu que “haverá lesados do Banif”.

“Os trabalhadores também foram penalizados. Algumas centenas dos serviços centrais provavelmente vão perder o emprego”.

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