crédito malparado

José Correia é o primeiro nome para plataforma do malparado

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA
O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA

Nomes para os órgãos sociais da plataforma do malparado ainda não estão definidos. Arranque está previsto para início de 2018

José Correia é o primeiro nome a integrar a plataforma para a gestão do crédito malparado. Este antigo consultor da Deloitte terá sido o nome escolhido pela Caixa Geral de Depósitos, BCP e Novo Banco. A informação foi avançada pelo jornal digital Eco na quinta-feira. O Dinheiro Vivo sabe, no entanto, que os nomes para os órgãos sociais da plataforma do malparado ainda não estão definidos. E que José Correia não assumirá nenhuma função de liderança desta plataforma.

O nome escolhido pelos bancos vai tratar do modelo em que a plataforma de gestão do crédito malparado irá funcionar a partir do início de 2018, conforme adiantou no início da semana Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, citado pela Lusa. José Correia tornou-se conhecido nos últimos anos no mundo financeiro por acompanhar os processos de reestruturação de empresas, sobretudo na área dos transportes e das cerâmicas.

A plataforma de gestão comum do crédito malparado é constituída pelos três maiores bancos portugueses. O processo está a ser acompanhado pelo Governo e pelo Banco de Portugal. Em vez de se fazer uma análise “crédito a crédito e passa a ser [em relação a] um agregado de créditos em que os bancos se sintam todos relativamente confortáveis”, detalhou Mourinho Félix num encontro realizado com jornalistas na segunda-feira.

A intervenção do Estado passará pela Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), que fará a canalização de fundos vindos não da banca mas de investidores institucionais, com recurso a privados. Isto porque, quando se reestrutura uma empresa, ela passa a ter um menor nível de endividamento, mas continua a precisar de financiamento para operar.

Leia aqui: Solução da banca pode limpar malparado em cinco anos

O secretário de Estado disse que esta solução “demorou tanto tempo” a ser definida porque, “para fazer uma plataforma deste tipo, é preciso que os bancos tenham capital para assumir as imparidades” e, “se uma boa parte dos créditos estiverem registados num valor acima do valor de mercado, é impossível fazer qualquer negociação”.

Esta plataforma irá “olhar para as empresas e perceber quais as que são economicamente viáveis e quais as que, não tendo viabilidade económica, pouco mais há fazer do que liquidá-las e recuperar o máximo de colaterais”, referiu Mourinho Félix, considerando que “é muito importante que a plataforma faça essa avaliação para se concentrar nas viáveis”.

A intervenção do Estado passará pela Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), que fará a canalização de fundos vindos não da banca mas de investidores institucionais, com recurso a privados.

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