José Maria Ricciardi e Morais Pires constituídos arguidos

José Maria Ricciardi, presidente do BESI
José Maria Ricciardi, presidente do BESI

José Maria Ricciardi, o presidente do Banco Espírito Santo
Investimento (BESI), e Amílcar Morais Pires, chief financial officer
(CFO) do BES foram constituídos arguidos e estão a ser
investigados pelo Departamento de Investigação e Acção Penal
(DIAP). Em causa está a compra e venda de acções da EDP Renováveis
que envolveu o banco e a seguradora BES Vida, há cinco anos.

De acordo com a informação avançado ontem pelo Público, o DIAP
terá tomado esta decisão na sequência de uma queixa da CMVM em
Dezembro de 2012 e que implica também outros administradores do BES
para evitar a prescrição deste processo.

“O DIAP solicitou informações a quadros superiores do BES e
do BESI [Banco Espírito Santo Investimento], no âmbito de uma
investigação iniciada pela CMVM relativamente a transacções de
acções da EDP, efectuadas em 2008, entre o BES e a BES Vida”,
refere o comunicado, citado pela Lusa.

Também ontem, Ricardo Salgado, presidente-executivo do BES, foi
ouvido no DIAP de Lisboa, na qualidade de testemunha, segundo fonte
oficial do BES, citado pela Lusa, que remeteu mais explicações para
o comunicado enviado ao Público.

No centro da investigação está uma queixa da CMVM por suspeitas
de crimes contra o mercado, por abuso de informação priveligiada e
manipulação de preços de mercado, na operação que envolveu a
entrada em bolsa da EDP Renováveis em 2008. Em causa estão
transações e subcrições de acções da EDP Renovávies entre o
BES e a BES Vida feita no príodo compreendido entre 15 de maio e 2
de junho de 2008.

De acordo com o jornal i, a oferta pública da subscrição da EDP
Renováveis foi assessorada pelo BESI e antes da admissão à
negociação a 4 de junho foi anunciado ao mercado o intervalo de
preço das ações que estavam envolvidas na oferta pública de
subscrição e que variavam entre 7,40 euros e 8,90 euros por título.

A 2 de junho a eléctrica informou o mercado que o preço da
oferta pública de subscrição tinha sido fixado em 8 euros, pelo
facto da oferta ter superado a procura. E é aqui que a CMVM suspeita
da compra de acções por parte do BES Vida antes e depois da oferta
pública de subscrição da EDP Renováveis.

De acordo com a CMVM, a compra do BES vida terá tido influência
na formação de preços da oferta pública de subscrição, tendo
sido determinante para o sucesso da operação.

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