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Taxa de juro da emissão da Caixa fixou-se nos 10,75%

Presidente do BAD vai encontrar-se com Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: Global Imagens
Presidente do BAD vai encontrar-se com Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Fotografia: Global Imagens

A procura dos investidores por esta emissão superou a oferta em mais de três vezes. Em causa está uma emissão de 500 milhões de euros

A taxa de juros associada à nova emissão de dívida subordinada da Caixa terá sido fixada nos 10,75%. A informação foi avançada inicialmente pelo jornal Eco e confirmada pelo Dinheiro Vivo junto de uma fonte do mercado.

Isto significa que a Caixa conseguiu colocar a emissão de dívida de 500 milhões de euros por uma taxa um pouco inferior à estimada esta manhã. A Bloomberg avançava que os juros de emissão deveriam ficar entre os 11% e os 11,5%.

Ao que apurou o Dinheiro Vivo a procura pelas obrigações ultrapassou mais de três vezes a oferta. A operação deverá ser liquidada a 30 de março, cumprindo assim o calendário pretendido pela CGD – o objetivo, como já noticiou o DV, era concluir este processo até ao final do mês.

Segundo um comunicado divulgado na CMVM ao início da tarde, a CGD justifica este juro de 10,75% com “o facto da CGD não ser um banco cotado, pela ausência de emissões similares por parte de bancos nacionais, dificultando a sua comparabilidade, e sobretudo pelos riscos intrínsecos a este tipo de instrumentos”. Ou seja, excluindo estes fatores, o valor do juro pago pela CGD seria mais baixo.

A equipa de gestão da Caixa esteve três dias em ‘roadshow’ em Lisboa, Paris e Londres, a apresentar a emissão de 500 milhões de euros de dívida subordinada a 120 investidores. Ontem, o banco público referiu em comunicado que “os investidores, “todos eles do tipo institucional (fundos de investimento, fundos de pensões, seguradoras, hedge funds), demonstraram profundo conhecimento acerca da CGD e do setor financeiro português, bem como um forte interesse na operação”.

Esta emissão faz parte do programa de recapitalização que o banco tem em marcha. Além desta emissão de dívida de 500 milhões de euros, o Estado irá injetar 2,5 mil milhões de euros no capital da CGD. Está ainda prevista uma segunda tranche de emissão de dívida no valor de 430 milhões de euros, que terá ser realizada num prazo de 18 meses.

[atualizada às 14h05 com mais informação]

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