Lesados do Banif

Lesados Banif esperam há quatro anos por relatório do Banco de Portugal

Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens
Fotografia: Leonardo Negrão / Global Imagens

Documento do Banco de Portugal é essencial para o cálculo da recuperação dos créditos dos lesados do Banif indicam os representantes em comunicado

O caso do Banif continua a estar longe de estar resolvido, revela esta terça-feira em comunicado o grupo Lesados do Banif, representados pela associação ALBOA. “Há já mais de quatro anos que os Lesados do Banif aguardam do Banco de Portugal o relatório «no creditor worse off» referente à resolução daquele banco”, é explicado

A elaboração do documento encomendado à consultora Baker Tilly e “essencial para o cálculo da recuperação dos créditos dos Lesados do Banif e de outros credores do banco” continua a prolongar-se e isso “desespera quem espera a publicação do referido Relatório para prosseguir a legítima defesa dos seus interesses”.

A associação lembra que foi na sequência de uma notícia da TVI, de dezembro de 2015, “que o Banco de Portugal decretou a falência daquela instituição financeira, deixando milhares de obrigacionistas não qualificados (vítimas de ações enganosas e ardilosas de comerciais do Banif) nas mãos do banco mau”.

Nos últimos já quase cinco ano tem sido feitas muitas reuniões, com os esforços a envolver o gabinete do primeiro-ministro. A ALBOA explica que apesar do empenho por encontrar uma solução, tudo terá sido prejudicado quando “a TVI – contra a qual corre um processo de muitos milhares de euros – começou a mudar a sua estrutura acionista…”.

A associação critica o Banco de Portugal por permanecer “num mutismo inexplicável” e por não divulgar o documento estruturante da falência do Banif e das consequentes reclamações de créditos.

“Mais de quatro anos passados, o não justificado silêncio do relatório da Baker Tilly só aumenta a injustiça que caiu sobre os Lesados Banif, silêncio ainda por cima vindo de uma instituição – o Banco de Portugal – de onde se espera a defesa dos cidadãos na sua relação bancária”. O apelo público da associação passa por um apressar dos processos.

 

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