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Lesados do Banif angariam reclamações de emigrantes na África do Sul

Fotografia: Rodrigo Cabrita
Fotografia: Rodrigo Cabrita

A associação explica que "uma parte muito significativa" dos lesados se situa nas comunidades da África do Sul, Venezuela e Costa Leste dos EUA.

A angariação de mais reclamações de lesados do Banif emigrantes na África do Sul é o motivo da deslocação ao país, entre 20 e 27 deste mês, de representantes da Associação dos Lesados do Banif – ALBOA, anunciou a associação.

Em comunicado, a associação explica que “uma parte muito significativa” dos lesados do Banif se situa nas comunidades portuguesas da África do Sul, Venezuela e Costa Leste dos EUA.

A delegação da ALBOA vai ainda promover na África do Sul sessões de esclarecimento sobre vendas fraudulentas (“misselling”), e recolher reclamações a fim de serem entregues na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A ALBOA já entregou na CMVM cerca de mil reclamações, mas acredita existirem “muitos outros casos” por denunciar.

As sessões de esclarecimento na África do Sul estão marcadas para 21 de junho na Casa Social da Madeira em Pretória e a 26 na Associação Portuguesa da Cidade do Cabo.

Há uma semana, a presidente da CMVM, Gabriela Figueiredo Dias, disse no parlamento que “não tem evidência de que tenha havido más práticas que pudessem violar o enquadramento legal da comercialização de instrumentos”, nem “nenhum elemento que recaia no ‘misselling’ ou informação falsa”.

Ainda assim, a responsável ressalvou que poderá haver “novos elementos” que alterem essa conclusão, nomeadamente das mais de 1.000 queixas enviadas por clientes do Banif que se consideram lesados.

Em 15 de fevereiro, a associação que representa os lesados do Banif (ALBOA) começou a organizar sessões públicas pelo país para sensibilizar os clientes que se sentem lesados a enviarem para a CMVM reclamações que provem terem sido enganados pelo banco.

A ALBOA representa 3.500 obrigacionistas subordinados que perderam 263 milhões de euros no processo de venda do banco ao Santander, bem como 4.000 obrigacionistas da Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

O Santander Totta adquiriu o Banif por 150 milhões de euros em dezembro de 2015, na sequência de uma resolução do Governo da República e do Banco de Portugal, através da qual foi criada a sociedade-veículo Oitante, para onde foi transferida a atividade bancária que o comprador não adquiriu.

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