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Lloyds de Horta Osório: de resgatado a 7 vezes melhor banco

António Horta Osório, CEO do Lloyds. (REUTERS/Simon Dawson)
António Horta Osório, CEO do Lloyds. (REUTERS/Simon Dawson)

Banqueiro português recebeu esta noite mais uma distinção.

Dez anos depois do resgate, o Lloyds é eleito pela sétima vez consecutiva o melhor banco do Reino Unido. António Horta Osório, que liderou o banco na recuperação — atingindo lucros num par de anos e entregando gordos dividendos ao Estado britânico antes de este entregar a participação tomada como contrapartida nos anos do resgate — e continua à frente da instituição, recebeu esta noite o prémio atribuído pela Euromoney, numa cerimónia que teve lugar no Hilton Park Lane, em Londres.

Pelo trabalho desenvolvido à frente do banco britânico, o banqueiro português tem sido sucessivas vezes reconhecido, tendo recebido já neste ano uma distinção da revista Fortune, que o considerou os um dos 50 grandes líderes mundiais da atualidade, e a medalha da Foreign Policy Association pela sua carreira. Apenas dois momentos entre os muitos em que se tornou no banqueiro português mais premiado de sempre, num reconhecimento do seu extraordinário percurso.

Em março, Horta Osório voltou a apresentar resultados extraordinários do Lloyds, onde chegou em 2011 com a missão de levantar uma instituição em estado de quase bancarrota e a lidar com um resgate. Dois anos depois já somava lucros e distribuía dividendos pelos acionistas — Estado britânico incluído — e rapidamente lhe devolveu o estatuto de banco 100% privado. Há oito anos a liderar o Lloyds, onde viu o mandato recentemente renovado com 99,77% dos votos favoráveis, Horta Osório fechou 2018 com os lucros a subir mais 24%, para um valor superior a 5 mil milhões de euros.

Banqueiro português distinguido em Nova Iorque. Leia aqui

Acompanhando há quase 50 anos o crescimento do setor financeiro internacional, a Euromoney falou com quase 100 CEO de bancos, ministros das Finanças e governadores de bancos centrais em todo o mundo, durante o último ano, para chegar aos vencedores deste ano dos prémios de excelência criados em 1992 para distinguir os melhores da banca internacional. Este ano, a publicação recebeu cerca de 1500 candidaturas de bancos.

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