banca

Lloyds de Horta Osório está a mudar o mundo – e a Fortune está atenta

António Horta Osório lidera o Lloyds desde 2011.
( Gustavo Bom / Global Imagens )
António Horta Osório lidera o Lloyds desde 2011. ( Gustavo Bom / Global Imagens )

Banco liderado pelo português entra em dois rankings de sustentabilidade da publicação americana.

Duas distinções num par de listas daqueles que estão a trabalhar para mudar o mundo para melhor. Liderado pelo banqueiro português António Horta Osório, pelas políticas que o banco tem promovido no sentido de tornar o mundo melhor, o Lloyds acaba de se estrear em dois rankings da Fortune: Change The World List 2019 e Change The World Sustainability All Star List. Conquistas que deixam Horta Osório “muito orgulhoso”.

A primeira distinção decorre de mudanças introduzidas pelo banqueiro português, na sequência da sua própria experiência. Tendo sofrido na pele os efeitos do stress e assumido o momento em que se afastou para procurar ajuda, inclusivamente falando abertamente do seu problema e tendo disponibilizado aos colegas do Lloyds ferramentas de mindfulness e análise psicológica “para que consigam lidar melhor com a ansiedade”, Horta Osório deu um passo corajoso que nunca antes tinha sido dado. A Fortune inclui-o por isso na lista das instituições que estão a mudar o mundo. “Working for Peace of Mind” é o título que a revista dá ao Lloyds, pelo serviço de aconselhamento e formação dada a 500 pessoas para ajudar os funcionários a lidar com os seus problemas, bem como pelo novo departamento de aconselhamento a clientes, criado para os ajudar a poupar e evitar cometer erros com o seu dinheiro.

Horta Osório, um dos melhores líderes do mundo. Leia aqui

A redução em quase 40% do total de energia consumida pelo grupo Lloyds, “que emprega 70 mil pessoas, entre 2009 e 2018”, sobretudo a energia consumida em business travel foi igualmente destacada pela publicação americana como um feito extraordinário, justificando-se assim o terceiro lugar entre os Change The World All Stars, com uma nota ambiental de 96,3 em 100 pontos possíveis. À frente do banco ficam apenas a IBM (97,8 pontos, destacando-se a passagem de 38% da alimentação energética da empresa para fontes renováveis) e a alemã Philips (99,4, com objetivos de conseguir uma pegada zero em 2020, tendo reduzido brutalmente os seus gastos de energia e aderido à alimentação a partir de fontes eólicas tanto nos EUA como na Holanda).

Quanto ao banco liderado por Horta Osório, é ainda distinguido nesta lista graças à decisão de “deixar de financiar ou prestar serviço a projetos industriais de energia que sejam fortemente poluentes, incluindo os alimentados por carvão ou projetos relacionados com a extração ou produção de petróleo a partir de fontes arenosas”.

Segundo avançou fonte do banco ao Dinheiro Vivo, o grupo conseguiu uma 31.ª posição na lista global, que inclui 52 organizações internacionais, e destaca-se no 3.º lugar no que respeita à sustentabilidade. As listas foram ontem tornadas conhecidas, depois de publicadas na edição americana da Fortune.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Presidente do Conselho de Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Linhas de crédito anti-covid ainda podem vir a pesar muito nas contas públicas

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. FILIPE FARINHA/LUSA

Marcelo promulga descida do IVA da luz consoante consumos

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apoio a rendas rejeitado devido a “falha” eletrónica

Lloyds de Horta Osório está a mudar o mundo – e a Fortune está atenta