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Lloyds já devolveu totalidade do dinheiro emprestado pelos contribuintes

(Foto: ANDY RAIN/EPA)
(Foto: ANDY RAIN/EPA)

Banco lucrou quase três mil milhões de euros só no ano passado mas continua a cortar: até final de 2017, terão saído 12 mil pessoas do Lloyds

O Lloyds Banking Group, presidido pelo português António Horta Osório, devolveu hoje ao Tesouro Britânico a última parcela do valor injetado pelos contribuintes britânicos na instituição, que totalizou 20,3 mil milhões de libras – 24,2 mil milhões de euros à cotação de hoje da Libra. O anúncio foi feito agora por Philip Hammond, responsável pelas Finanças do governo de Theresa May.

“A recuperação da totalidade do capital injetado pelos contribuintes no Lloyds assinala um marco significativo no nosso plano de construção de uma economia que a todos beneficie. Apesar de ter sido o passo correto a dar durante a crise financeira, o governo não deve ter uma presença de longo-prazo no setor bancário”, defendeu Hammond, em Washington.

Segundo a página de acompanhamento às contas de “deve e haver” entre o Lloyds e os contribuintes britânicos, no início de abril o banco já tinha devolvido 20 mil milhões dos 20,3 mil milhões de libras, com o Estado a deter ainda uma participação pouco abaixo de 2% na instituição – fatia que deverá ser vendida “nos próximos meses”, esclareceu também Philip Hammond.

Em comunicado, também o português António Horta Osório confirmou esta tarde a conclusão deste processo de reposição das contas com os contribuintes britânicos, saudando o esforço conjunto dos trabalhadores do grupo nos últimos seis anos que decorreram até se atingir este fim.

“O anúncio governamental de que já recebeu a totalidade dos 20,3 mil milhões de libras que foram originalmente injetados no grupo é um momento de grande orgulho para todos nós no Lloyds”, afirmou, citado em nota de imprensa.

Mas este resultado não chega apenas do esforço conjunto dos colaboradores do Lloyds, já que surge também como corolário de um doloroso processo que ceifou o emprego a milhares de pessoas.

De facto, nos últimos anos o grupo britânico cortou perto de dez mil postos de trabalho, tendo fechado quase 400 agências bancárias no período, num plano desenhado por António Horta Osório, que prometeu aos mercados uma dieta total de 12 mil empregos até ao final de 2017.

Todos estes cortes ocorreram apesar de a instituição ter lucrado quase três mil milhões de euros só no ano passado – um salto superior a 160% face a 2015.

Em “compensação” de todos estes cortes, o banco decidiu criar uma espécie de multibancos com ligações vídeo a colaboradores da instituição. Ao todo, e de acordo com “Guardian”, os bancos ingleses já deixaram “ao abandono” perto de 1500 comunidades do país.

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