Resultados

Lucro do BCP cresce 5% para 270,3 milhões até setembro

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia:  JOÃO RELVAS/LUSA
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP. Fotografia: JOÃO RELVAS/LUSA

O BCP divulgou esta quinta-feira os seus resultados dos nove meses de 2019.

O Millennium bcp registou um lucro líquido de 270,3 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, o que corresponde a um aumento de 5% em termos homólogos.

Estes são os melhores resultados do banco relativos aos primeiros nove meses “dos últimos 12 anos”, destacou Miguel Maya, presidente executivo do BCP, na apresentação de resultados à imprensa esta quinta-feira.

O BCP explica este aumento do lucro com o crescimento de 7% dos proveitos core e a descida de 12,1% das provisões e imparidades.

A “evolução positiva” dos resultados foi conseguida apesar do ambiente de taxas de juro, que pressiona a rentabilidade do setor, destacou Miguel Maya.

A margem financeira do banco aumentou 9,5%, em termos consolidados, para 1.153 milhões de euros, e o produto bancário cresceu 6,5% para 1.743 milhões de euros.

Os custos operacionais subiram 12,3% para 847,3 milhões de euros devido à integração do Euro Bank na Polónia, custos de reestruturação e uma compensação atribuída aos trabalhadores na atividade em Portugal. Também contribuíram para o aumento dos custos os investimentos em tecnologia, contratação de novos quadros e o desenvolvimento do negócio de banca digital, apontou Miguel Maya.

O banco aumentou em 129 o número de trabalhadores em Portugal, para 7.259 colaboradores. Em termos de agências bancárias, foram encerradas 42 no último ano.

O presidente executivo do BCP frisou o “forte” aumento da base de clientes, que aumentou em 246 mil para 5.051 mil clientes ativos. Destes, 58% são clientes digitais do banco e 39% são também clientes mobile.

O polaco Bank Millennium – detido em 50,1% pelo BCP – já tinha reportado um lucro de 534 milhões de zlótis (124,3 milhões de euros), nos primeiros nove meses do ano. O banco registou um impacto líquido de custos e provisões relacionados com a aquisição do Euro Bank de 124 milhões de zlótis (28,9 milhões de euros).

No primeiro semestre o banco liderado por Miguel Maya registou um aumento de 12,7% no lucro líquido para 169,8 milhões de euros, suportado no desempenho da atividade em Portugal e no ganho de 13,5 milhões de euros com a venda do grupo Planfipsa – antiga holding do empresário André Jordan -, em fevereiro deste ano.

Malparado cai

Salientou ainda a queda de 1.700 milhões de euros no stock de crédito malparado (NPE-Non-Performing Exposure) para 4.600 milhões de euros, em termos consolidados. Em Portugal, o NPE do banco desceu 1.900 milhões de euros para 3.700 milhões de euros.

A carteira de crédito bruto consolidada do BCP aumentou 6,9% para 54.658 milhões de euros em 30 de setembro de 2019 suportada na evolução da atividade internacional. Na atividade em Portugal, o crédito a clientes bruto recuou para 37.203 milhões de euros.

Maya afirmou que o BCP pretende vender carteiras de crédito malparado no futuro, sem adiantar mais informação.

Quantos aos recursos totais de clientes, cresceram 10,1% para 80.166 milhões de euros “devido ao bom desempenho quer da atividade em Portugal, quer da atividade internacional”.

Em termos de rácios de capital, o banco fechou o mês de setembro com um rácio CET1 fully implemented estimado de 12,3%, uma melhoria de 50 pontos base face a setembro de 2018. O rácio de capital total terá ficado fixado em 15,7%, “confortavelmente acima dos requisitos definidos no âmbito do SREP”, de 13,1%, destaca o BCP no comunicado com os resultados.

O BCP tem como principais acionistas a chinesa Fosun e a angolana Sonangol, que detêm, respetivamente, 27,25% e 19,49% do capital do banco, segundo dados divulgados pelo BCP relativos ao final de 2018

Atualizada às 18H17 com mais informação

 

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