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Lucro do BCP dispara 67,5% para 150,6 milhões no primeiro semestre

O presidente executivo do Millennium BCP, Miguel Maya, durante a divulgação dos resultados relativos ao 1º semestre de 2018 do Millennium BCP, na sede do banco em Lisboa, 26 de julho de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA
O presidente executivo do Millennium BCP, Miguel Maya, durante a divulgação dos resultados relativos ao 1º semestre de 2018 do Millennium BCP, na sede do banco em Lisboa, 26 de julho de 2018. MIGUEL A. LOPES/ LUSA

O Millennium bcp registou um lucro líquido de 150,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2018, uma subida de 67,5% face a igual período de 2017.

O Millennium bcp registou um lucro líquido de 150,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2018, uma subida de 67,5% face a igual período do ano passado.

A margem financeira do banco, que tem como principal acionista a chinesa Fosun, cresceu 1,3% para 687,7 milhões de euros e subiu 0,8% para 1.056,8 milhões de euros.

O resultado líquido BCP cresceu “alicerçado fundamentalmente no desempenho da atividade em Portugal, mas também no maior contributo da atividade internacional face ao primeiro semestre de 2017”, diz o banco em comunicado.

“Na atividade em Portugal, o resultado líquido foi significativamente superior aos 1,6 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2017, atingindo 59,0 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2018, merecendo particular destaque a diminuição expressiva das imparidades e das provisões.”, refere ainda.

O BCP registou ainda um aumento de 3,1% do resultado da atividade internacional, de 87,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2017 para 89,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2018.

“Esta evolução beneficia dos desempenhos positivos das operações na Polónia e em Moçambique, não obstante o menor contributo do Banco Millennium Atlântico, influenciado pelo impacto negativo decorrente da aplicação da IAS 29”, explica.

Na atividade doméstica, a margem financeira do banco desceu para 384,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 de 390,2 milhões de euros no período homólogo de 2017. “Esta evolução foi condicionada pela redução dos juros das carteiras de crédito e de títulos, não obstante a diminuição registada pelo custo do funding, associada designadamente à manutenção da tendência de decréscimo dos custos dos depósitos a prazo e ao reembolso da parcela remanescente dos CoCos no primeiro trimestre de 2017″, diz o BCP.

“Na atividade internacional, a margem financeira evidenciou um crescimento de 5,1%, ao comparar com os 288,3 milhões de euros registados nos primeiros seis meses de 2017, ascendendo a 302,9 milhões de euros no mesmo período de 2018, merecendo particular destaque o desempenho da subsidiária na Polónia”, adianta.

Miguel Maya, novo presidente executivo do BCP, destacou que o volume de negócio do banco cresceu 2,9 mil milhões de euros face a 30 de junho de 2017.

As comissões líquidas cresceram 3% para 340,2 milhões de euros, “determinado essencialmente pelo desempenho favorável da atividade em Portugal, cujas comissões aumentaram 3,9%, mas também pelo contributo da atividade internacional, que registou uma subida de 1,1% face ao primeiro semestre de 2017, alicerçada na operação Polaca”.

Segundo o BCP, “a evolução das comissões líquidas no primeiro semestre de 2018 reflete o crescimento quer das comissões bancárias, quer das comissões relacionadas com os mercados financeiros que subiram 2,5% e 5,3% respetivamente, face aos valores registados no período homólogo do ano anterior”.

O desempenho “foi impulsionado pela atividade em Portugal e, no que respeita às comissões relacionadas com os mercados financeiros, também pela atividade internacional”.

Desde junho de 2017, o BCP reduziu em 152 o número de colaboradores na atividade em Portugal. “Os custos com o pessoal, excluindo o impacto dos itens específicos, registaram um aumento de 6,2% relativamente ao primeiro semestre de 2017, cifrando-se em 179,4 milhões de euros no mesmo período de 2018, evidenciando a decisão do conselho de administração do banco no sentido de terminar antecipadamente, com efeitos a partir de 30 de junho de 2017, o período de ajustamento temporário de rendimento que vigorou desde julho de 2014, na sequência do reembolso integral dos CoCos”.

Novo crédito a particulares cresce 50%

O crédito a clientes desceu 2,4% para 50,5 mil milhões de euros, em termos brutos, influenciado pela queda de 23,9% da carteira de malparado e pela subida de 2% de crédito ‘bom’.

O novo crédito a particulares disparou 50%, com o crédito ao consumo a aumentar 19,1% na primeira metade deste ano comparando com o mesmo período do ano passado.

O banco observou uma “redução significativa dos NPEs (non-performing exposures): -2,1 mil milhões de euros face a 30 de junho de 2017 [-1,9 mil milhões de euros em Portugal]”.

Só no primeiro semestre de 2018 a redução foi de 993 milhões de euros, dos quais 841 milhões de euros em Portugal, com a cobertura por imparidades de 50% e cobertura total, incluindo garantias, a fixar-se em 106%.

Os recursos totais de clientes do banco aumentaram 5,9% para se fixar em 72.459 milhões de euros.

Miguel Maya sublinhou que os rácios de liquidez do banco estão “numa situação confortável”. O rácio de capital CET1 fixou-se em 11,7% (fully implemented).

Em atualização

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