Resultados

Lucro do BCP sobe mais de 60% para 300 milhões em 2018

Miguel Maya, CEO do Millennium Bcp.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)
Miguel Maya, CEO do Millennium Bcp. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

O banco liderado por Miguel Maya melhorou os resultados em 2018.

O Millennium bcp registou um aumento de 61,5% do seu lucro líquido em 2018, para 301,1 milhões de euros em 2018, suportado na atividade em Portugal e no exterior e redução de imparidades e provisões. Em 2017 o banco tinha reportado um lucro de 186,4 milhões de euros.

A margem financeira melhorou 2,3% para 1,42 mil milhões de euros, segundo um comunicado enviado à CMVM. Já o produto bancário do maior banco privado português ficou estagnado em 2,19 mil milhões de euros. O BCP tinha registado um lucro de 257 milhões de euros nos nove meses de 2018.

“O banco foi rentável em todas as suas operações”, disse Miguel Maya, presidente executivo do banco, esta quinta-feira, na conferência de apresentação dos resultados.

“Esta evolução beneficiou sobretudo da forte recuperação do desempenho em Portugal, embora também reflita o maior contributo da atividade internacional comparativamente com o ano anterior”, refere o banco no comunicado com os resultados.

 

O resultado da atividade em Portugal triplicou. Teve um contributo de 115,5 milhões de euros para os resultados consolidados.

O resultado da atividade internacional cresceu 27,8% para 186,9 milhões de euros.

O banco registou uma queda de 35% nas imparidades e provisões de 3.322 milhões de euros para 2.909 milhões de euros.

Em termos de carteira de crédito malparado, recuou 2,1 mil milhões de euros em 2018, para 5,5 mil milhões de euros.

O rácio de crédito líquido sobre depósitos melhorou de 93% para 87%. O rácio de cobertura de liquidez situou-se em 218% no final do ano passado.

Em termos de rácio de capital, com a emissão de instrumentos AT1 no final de janeiro deste ano, o BCP tem um rácio CET1 de 14,5%.

Três dos maiores bancos em Portugal já tinham reportado resultados anuais de 2018. O Santander Totta obteve um lucro líquido de 500 milhões de euros em 2018, um aumento de 14,6% face ao ano anterior. O lucro do BPI subiu 10,2% para 491 milhões de euros. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou um lucro de 496 milhões de euros, 10 vezes mais do que o resultado líquido de 2017.

Comissões crescem

O BCP viu as suas comissões líquidas subirem 2,6% em 2018 para 684 milhões de euros, “tendo beneficiado do desempenho favorável da atividade em Portugal, cujas comissões líquidas aumentaram 4,3%”. “Esta evolução foi suportada pelas comissões bancárias em Portugal que, no seu conjunto, apresentaram um crescimento de 4,8%”.

Os custos operacionais subiram de 968,4 milhões de euros para 997,8 milhões de euros.

Em Portugal, os custos operacionais subiram 10 milhões de euros para 611,8 milhões de euros, ” influenciados pelo impacto da reposição salarial ocorrida a partir de julho de 2017″. Na atividade internacional, cresceram 5,3% para 386 milhões de euros.

O BCP decidiu terminar antecipadamente com efeitos a partir do final de junho de 2018, o período de ajustamento temporário de salários que vigorou desde julho de 2014, na sequência do reembolso integral dos empréstimos do Estado (CoCos).

O aumento de salários “foi parcialmente mitigado pelo impacto decorrente da redução do número de colaboradores, de 7.189 em 31 de dezembro de 2017 para 7.095 no final de dezembro de 2018”

Miguel Maya garantiu que a fase de ajustamento da rede, com o fecho de balcões, está terminada e que agora o banco vai fazer a gestão anual da sua rede, ajustando-a pontualmente.

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