BPI

Lucro do BPI cresce 32,5% em 2016

O CEO do BPI, Fernando Ulrich (E), acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva. (Foto: FERNANDO VELUDO/LUSA)
O CEO do BPI, Fernando Ulrich (E), acompanhado pelo presidente do Conselho de Administração, Artur Santos Silva. (Foto: FERNANDO VELUDO/LUSA)

O BPI está sob OPA do Caixabank, que tem 45% do capital do banco e quer comprar o que ainda não tem.

O BPI teve lucros de 313,2 milhões de euros em 2016, um crescimento de 32,5% face a 2015, divulgou esta tarde o banco liderado por Fernando Ulrich. “Este é o segundo melhor resultado de sempre na história do BPI, só ultrapassado por 2007, que teve um resultado muito favorável”, afirmou Fernando Ulrich.

O contributo da atividade doméstica para o resultado do BPI aumentou 58% e teve um lucro líquido de 147 milhões de euros, com a atividade internacional a crescer 16% para 166,3 milhões de euros.

O produto bancário do BPI registou um crescimento de 7,4% para 715 milhões de euros na atividade doméstica e a margem financeira cresceu 14,3%, com as comissões a aumentar 1,5%.

A margem financeira da atividade doméstica aumentou 14,3%, explicada pela redução dos custos de depósitos a prazo, explica o banco.

“Entre 2007 e 2016 o banco reduziu os custos de estrutura na atividade doméstica em 19% e entre 2008 e 2016 diminuiu o número de balcões em 34% (menos 272) e o número de colaboradores diminuiu 29%”, o que equivale a menos 2260 funcionário”, disse Fernando Ulrich.

A carteira de crédito do banco na atividade doméstica “começa a apresentar sinais de inversão da tendência de queda na generalidade dos segmentos”, diz o banco na divulgação dos resultados, mantendo-se praticamente inalterada face a 2015. O crédito a grandes e médias empresas aumentou 12,2%, o crédito a empresários e negócios subiu 8,4%, a carteira de crédito hipotecário manteve-se inalterada e o crédito ao consumo e automóvel aumentou 16,4%.

Feitas as contas, o crédito a clientes caiu 0,2% para 22,7 mil milhões de euros.

No que diz respeito às imparidades para imóveis recebidos por recuperação de crédito o banco registou um total de 131,7 milhões de euros e as imparidades acumuladas constituídas para esses imóveis cobriam 23,5% do total do valor bruto no balanço.

“as imparidades e outras provisões liquidas ascenderam a 36,5 milhões de euros e incluem imparidades com as obrigações da PT Internacional Finance de 18,3 milhões de euros”.

O rácio de cobertura de imparidades é de 83%, ou seja, 718 milhões de euros “e a tendência é de queda”, refere o presidente do BPI.

Já na atividade internacional o produto bancário cresceu 2,5% para 527,8 milhões de euros, com a progressão da margem financeira a compensar as reduções nas restantes componentes da rubrica, nomeadamente nas comissões líquidas e resultados em operações financeiras.

O BPI precisa de uma emissão de dívida subordinada de 206 milhões de euros para chegar a um rácio de capital total de 12% para ter o nível necessário de SREP. “Achamos que o BPI merece um SREP mais baixo mas para já é este rácio que temos de cumprir”, disse Fernando Ulrich.

O BPI está a apresentar os resultados anuais numa altura em que está sob uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) do banco catalão Caixabank, que já tem mais de 45% do capital do banco português.

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