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Lucro do Montepio afunda 77%, para 3,6 milhões

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Margem financeira caiu, tal como o produto bancário. Mais impostos e Finibanco Angola também pesaram.

O ano de 2019 “é o período mais exigente” para o Banco Montepio, no que toca à execução do seu Plano de Transformação. A afirmação do banco consta no comunicado divulgado ontem, em que anunciou uma queda de 77% no lucro líquido no primeiro semestre. A queda do produto bancário, o menor contributo do Finibanco Angola e mais impostos são a explicação do Montepio para que o lucro tivesse descido para os 3,6 milhões de euros.

O Finibanco Angola contribuiu com menos cinco milhões de euros para o resultado líquido consolidado do Montepio. O banco pagou ainda mais 8,5 milhões de euros em impostos do que na primeira metade de 2018. A somar a isso, o produto bancário deslizou 9,2%, para 182,2 milhões de euros.

A margem financeira também recuou para 120,1 milhões, de 134,2 milhões de euros no período homólogo do ano passado.

Pela positiva, o banco registou uma quebra de 7,3 milhões de euros nos custos operacionais e uma descida de 12,4 milhões das dotações para imparidades e provisões, “incorporando os efeitos das medidas adotadas em sede de aprovação, concessão e controlo de crédito”, destacou o Montepio no comunicado com os resultados, divulgado ontem no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Os recursos totais de clientes aumentaram. Os depósitos de clientes cresceram 198 milhões de euros, para 12 680 milhões de euros.

“Os resultados semestrais são compatíveis com o desenvolvimento do negócio e da atividade previstos para o primeiro semestre de 2019 e estão em conformidade com os resultados orçamentados para o corrente ano”, frisou o banco liderado por Dulce Mota.

O Montepio lembrou que “em linha com o previsto no Plano de Transformação está projetada, para os próximos três anos, a execução da estratégia para tornar o Banco Montepio mais competitivo, eficiente e digital, focado na qualidade de serviço ao cliente”.

O banco também minimizou a forte descida do crédito a clientes, que recuou 966 milhões, em termos homólogos, para 11 660 milhões de euros. Para o Montepio, a queda é reflexo de “uma política comercial responsável e uma gestão de risco exigente na concessão de crédito”. Em termos de crédito malparado, o rácio de NPE (non performing exposure) atingiu 14,7%. O rácio de liquidez do banco atingiu os 196,8%. Quanto aos rácios de capital CET1 e Capital Total (phasing-in), fixaram-se em 13,7% e 15,2%, respetivamente.

Menos 256 trabalhadores
O grupo do Banco Montepio perdeu 256 trabalhadores entre junho de 2018 e junho deste ano, tendo a redução face ao final do ano passado sido de sete trabalhadores.

Em junho de 2018, o Grupo Banco Montepio contava com 4193 trabalhadores, passando a contar com 3937 no final do primeiro semestre deste ano. Se se contabilizarem apenas os trabalhadores do Banco Montepio, a redução anual entre os primeiros semestres de 2018 e 2019 foi de 86 trabalhadores, passando de 3638 para 3552. Inversamente, em termos de balcões, o banco abriu cinco novas agências desde junho de 2018.

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