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Lucros do Crédito Agrícola caem 22% para 33,8 milhões no primeiro trimestre

Licínio Pina, Presidente do Crédito Agrícola Mútuo.
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Licínio Pina, Presidente do Crédito Agrícola Mútuo. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Os lucros do Crédito Agrícola caíram 22,3%, para 33,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020 relativamente ao trimestre homólogo de 2019.

Os lucros do Crédito Agrícola caíram 22,3%, para 33,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020 relativamente ao trimestre homólogo de 2019, em que lucrou 43,5 milhões de euros.

“O Grupo Crédito Agrícola apresentou um resultado líquido consolidado de 33,8 milhões de euros no exercício do primeiro trimestre do ano, valor que representa menos 22,3% face ao mesmo período em 2019, e para o qual o negócio bancário contribuiu com 29,3 milhões de euros, ou seja -20,0% face ao período homólogo”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.

O comunicado do grupo liderado por Licínio Pina assinala que “no negócio bancário, a carteira de crédito bruto a clientes do Grupo Crédito Agrícola ascendia a 10,6 mil milhões de euros, um aumento de 6% nos últimos 12 meses”.

O Crédito Agrícola assinala que se verificou “um reforço da quota de mercado do crédito do Grupo Crédito Agrícola (5,7%)”, e tinha no final de março imparidades de crédito acumuladas de 395 milhões de euros, “valor que confere um nível de cobertura de NPL (Non Performing Loans) [crédito malparado] por imparidades de 42,4% e uma cobertura de NPL por imparidades e colaterais de 132,0%”, tendo o banco um rácio bruto de NPL de 9,0% no final do primeiro trimestre de 2020.

Em termos de rácio de capital, o grupo liderado por Licínio Pina apresentava no final do primeiro trimestre um rácio CET1 (‘common equity tier 1’) de 16,9%, “valor superior aos níveis mínimos recomendados”.

Em termos de rentabilidade, o rácio ROE (‘return on equity’) foi de 7,5%, “refletindo assim os resultados alcançados nas diferentes componentes do Grupo (Caixas Agrícolas, Caixa Central, companhias de seguros vida e não vida e gestão de ativos e fundos de investimento), sendo de assinalar os contributos positivos de 2,4 milhões de euros da CA Vida e de 2,2 milhões de euros da CA Seguros”.

“Em março de 2020, os recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizavam cerca de 15,4 mil milhões de euros, evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 9,9% correspondente a 1.388 milhões de euros”, pode também ler-se no comunicado enviado pelo Crédito Agrícola.

No entanto, a margem financeira (diferença entre juros recebidos nos créditos e pagos nos depósitos) diminuiu 3,9 milhões de euros (-4,8%) em relação ao período homólogo, “o que se justifica essencialmente pela redução das receitas dos juros (-28,8 milhões de euros), tendo este efeito sido em parte anulado pela redução das despesas dos juros (-24,9 milhões de euros)”.

Já a margem técnica do negócio segurador “registou uma variação homóloga de -10,0 milhões de euros (-71,1%), tendo as comissões líquidas aumentado 6,2 milhões de euros (+26,7%) face ao homólogo”.

Os resultados registados nos veículos de desinvestimento imobiliário (nomeadamente via desvalorização de unidades de participação) penalizaram os resultados consolidados em 3,4 milhões de euros, “valor ainda assim menos negativo que o registado no período homólogo (-5,3 milhões de euros)”.

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