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Luxemburgo: Tribunal gasta 3 milhões com empresas falidas do GES

Tribunal luxemburguês faz um balanço das empresas insolventes do GES
Tribunal luxemburguês faz um balanço das empresas insolventes do GES

Os honorários dos administradores de insolvência da Rio Forte representam metade das despesas totais.

Os curadores das empresas em insolvência do universo Espírito Santo no Luxemburgo divulgaram hoje um relatório relativo a 31 de dezembro de 2015. O documento revela que o custo total com as insolvências da Espírito Santo International (ESI) e Rio Forte já ascende a quase 3 milhões de euros.

ESI custa 328 mil euros

Desde a data de julgamento das insolvências e até dia 31 de dezembro, os administradores do grão-ducado reportam um custo de cerca de 328 mil euros com a ESI, o que compara com receitas de 123 milhões de euros. A ESI era a empresa que detinha a totalidade do capital da Rio Forte e que estava no topo do grupo.

Leia também: ESI só tem dinheiro para pagar 3% das dívidas

A despesa de 328 mil euros reparte-se por honorários com os curadores (252 mil euros), com advogados (18 mil), outros custos (37 mil euros), despesas administrativas e diversos (19 mil euros) e despesas bancárias (1750 euros).

Administradores da Rio Forte ganham 1,6 milhões

O custo com a insolvência da Rio Forte, sociedade do GES que controlava a área não financeira, é mais elevado do que o contabilizado com a ESI.

No total, a Rio Forte já desembolsou 2,6 milhões de euros, um montante que os curadores comparam com as receitas de 112,5 milhões de euros já arrecadas.

Os honorários dos curadores representam a maior fatia, 1,6 milhões de euros. Por sua vez, os prestadores de serviços custaram 423 mil euros, enquanto a fatura com advogados fixou-se em 133 mil euros.

Leia também: Rio Forte mantém dívida de 2,8 mil milhões e reclamações aumentam

Além de outros custos (72 mil euros), os encargos com as taxas administrativas e informáticas ascenderam a quase 40 mil euros e os seguros a 189 mil.

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