pagamentos eletrónicos

Mais de metade das microempresas aceita pagamentos eletrónicos

Paulo Raposo, MasterCard Portugal, apresenta estudo sobre adesão das microempresas a pagamentos eletrónicos
Paulo Raposo, MasterCard Portugal, apresenta estudo sobre adesão das microempresas a pagamentos eletrónicos

O custo de gestão é uma das principais razões para a não aceitação de pagamentos com cartão.

O estudo “Barómetro Cartões Microempresas 2015”, realizado pela Inmark para a MasterCard, revela que cerca de 53,7% das microempresas aceitam pagamentos com cartão, enquanto 46,3% não disponibilizam pagamentos eletrónicos.

A análise a este segmento empresarial mostra que o grau de aceitação de cartões é mais elevado no centro do país e o comércio é o setor de atividade que regista maior penetração de pagamentos com cartão.

O cliente é o argumento no centro da decisão. A comodidade, bom serviço, solicitação de clientes e a rapidez são as razões invocadas para a aceitação de pagamentos com cartões. Do outro lado do barómetro, o setor de atividade onde atuam e os custos de gestão são os motivos apontados para justificar a não-aceitação de pagamentos.

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O preço médio mensal é de cerca de 13,65 euros por TPA [terminal de pagamento automático], um montante que, em muitas situações, leva os comerciantes a não aceitar cartões para pagamentos inferiores a cinco ou dez euros. “É uma prática não regulamentada, mas recorrente no pequeno comércio”, refere Paulo raposo, country manager da MasterCard em Portugal. O valor da compra tem de compensar o custo da transação. “Esta é uma tendência para diminuir”, acrescenta.

O estudo “Barómetro Cartões Microempresas 2015” concluiu que o valor das compras pago com cartão é em média superior em 29,7% do que com dinheiro. O consumidor gasta em média 50 euros por compra com dinheiro, enquanto com cartão o valor médio ascende a 71 euros.

“Os dados reforçam a segurança associada aos pagamentos eletrónicos. É natural que para compras de valor mais elevado o consumidor utilize o cartão de pagamento”, explica Paulo Raposo na apresentação do estudo.

O universo em análise conta com mais de 359 mil empresas e abrange empresários em nome individual e sociedades com faturação até um milhão de euros em 2014 e contabilidade organizada. O estudo foi realizado em junho de 2015 e a amostra envolveu 400 entrevistas.

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