Futuro da Banca

Malparado. Banco de Portugal tem recebido “contributos e propostas”

Consórcio de bancos representados pelo português António Esteves, ex-goldman Sachs, quer comprar 15 mil milhões de malparado dos bancos nacionais.

O Banco de Portugal admite que tem recebido vários “contributos e propostas” de “diversos operadores de mercado” relativamente ao tema do crédito malparado do setor bancário nacional, que ronda os 30 mil milhões de euros.

O jornal Público noticia na edição de hoje que António Esteves, ex-chairman da Goldman Sachs, contactou o Banco de Portugal e o Governo representando um consórcio internacional que quer comprar malparado dos bancos. Em causa estarão cerca de 15 mil milhões de euros destes créditos em incumprimento – ou seja, cerca de metade do total do malparado identificado na banca nacional, segundo os números avançados pela imprensa mas que não foram confirmados oficialmente.

Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial do Banco de Portugal começa por dizer que “é do conhecimento público que o BdP e o Governo têm vindo a trabalhar com vista à redução dos impactos negativos sobre o sistema financeiro e a economia do peso excessivo dos ativos não produtivos no balanço dos bancos”.

“Há diversos operadores de mercado, investidores potenciais e consultores que têm feito chegar às entidades responsáveis os seus contributos e propostas”, diz o BdP, garantindo que “o trabalho vai continuar”.

Uma das soluções que está a ser estudada por Carlos Costa é a criação de um veículo, ou banco mau, para transferir estes ativos em incumprimento, mas a solução não agrada aos bancos mas que é vista como a preferida do Executivo. O Governo, nas Grandes Opções do Plano, definiu o problema do malparado como tema prioritário para este ano e o secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, já disse que esta questão começará a ser resolvida quando se concluir o dossier da Caixa Geral de Depósitos, ou seja, depois de março. No Orçamento do Estado ficaram já definidos os três eixos para limpar o malparado.

Leia mais: Malparado só está a piorar por causa das grandes empresas

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