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Malparado desceu mais de 9 mil milhões em 2017

O Banco de Portugal considera que o sistema bancário teve várias melhorias em 2017. Mas o ajustamento é para continuar.

O sistema bancário apresentou melhorias no ano passado, segundo a análise do Banco de Portugal. Entre os indicadores que deram sinais positivos esteve a descida do crédito malparado (NPL), com a recuperação da economia e a recuperação dos preços no setor imobiliário a ajudarem os bancos a limparem o balanço.

No ano passado, “o stock total de NPL reduziu-se mais de 9,3 mil milhões de euros”, o equivalente a 20%, refere o supervisor no Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado esta quarta-feira. Entre os fatores que permitiram essa descida, o supervisor destaca “o elevado volume de empréstimos abatidos ao ativo, as vendas de NPL e a saída de empréstimos da categoria de NPL (através de recuperações)”.

O supervisor liderado por Carlos Costa explica que “a evolução recente da solvabilidade dos principais bancos portugueses, a melhoria da atividade económica e a recuperação do mercado imobiliário têm criado um contexto propício para a redução de ativos não produtivos no balanço dos bancos”. O Banco de Portugal salienta que esse ajustamento “assume particular importância dada a necessidade de aceder aos mercados financeiros internacionais”.

Bancos devem continuar a reduzir malparado

Apesar de destacar os progressos na redução do malparado, o supervisor pede aos bancos que continuem a prosseguir esse caminho. “Urge continuar e, em alguns domínios, aprofundar os progressos já alcançados, na medida em que o stock de NPL continua elevado, devendo assim ser cumpridos os planos de redução de NPL submetidos às autoridades de supervisão”, diz o Banco de Portugal.

Além da qualidade dos ativos, o supervisor nota também que “a rendibilidade, embora em recuperação, mantém-se em níveis relativamente baixos”. E o supervisor alerta que “esta questão ganha maior acuidade num contexto de um eventual prolongamento do ambiente de baixas taxas de juro e de perspetivas de concorrência acrescida em alguns segmentos de atividade dos bancos, tradicionalmente menos regulados e com maior rendibilidade, com a crescente participação no mercado de novas empresas especializadas na prestação de serviços financeiros por via digital”.

O caminho, diz o supervisor, é que que “as instituições financeiras se adaptem ao novo ambiente operativo e aos seus desafios, tirando partido das oportunidades por ele criadas”.

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