CGD

Marques Mendes: “Mário Centeno é um desastre” a gerir a banca

Luís Marques Mendes
Luís Marques Mendes

O comentador da SIC, Luís Marques Mendes, foi crítico quanto à forma como o Governo está a gerir os dossiers da banca.

O comentador da SIC Luís Marques Mendes revelou ontem que o aumento de capital necessário para a Caixa Geral de Depósitos já está abaixo dos três mil milhões de euros.

O comentador afirmou ainda que os nomes da nova equipa de gestão liderada por António Domingues já estão com o BCE para aprovação mas só chegaram a Frankfurt no final da semana passada.

Marques Mendes teceu duras críticas ao Governo relativamente à gestão do dossier da CGD, dizendo mesmo que Mário Centeno é “um desastre” a gerir os temas da banca. E, pelo caminho, “vai chamuscando o novo presidente da Caixa Geral de Depósitos”.

“O Governo é um desastre a gerir a parte da banca, sobretudo a Caixa Geral de Depósitos e Novo Banco”, afirmou, lembrando que “passaram 100 dias sobre o momento em que foi conhecido o novo presidente da CGD, e ainda não foram nomeados os novos administradores”. E só agora é que o BCE tem os nomes propostos. E, acrescentou, pelo caminho “vai chamuscando o novo presidente da Caixa Geral de Depósitos”.

“Mário Centeno é um desastre” na gestão dos bancos, diz o comentador. “O normal seria resolver a administração da CGD em 30 dias, há quanto tempo deviam os nomes dos administradores já estar no BCE, para serem analisados porque é obrigatório?”.

“Centeno já enganou o Presidente da República, que o obrigou a dar uma informação que não correspondia à verdade, e de caminho, veja bem, vai chamuscando o novo Presidente da CGD”, diz o comentador político.

O que se passa na Caixa é uma “telenovela da mais baixa qualidade que se tem visto”, acusou, dizendo que há risco de, a 1 de agosto, não haver administração e a atual equipa sair de funções no âmbito do código de sociedades comerciais.

“Contrasta com o Novo Banco que está a passar pela substituição de presidente de forma tranquila. Sai Stock da Cunha entra António Ramalho”, afirmou, crítico.

“A diferença é que no Novo Banco quem está a tratar do assunto é o Fundo de Resolução do Banco de Portugal, não é o Ministro das Finanças”, diz Marques Mendes.

Sobre as necessidades de capital da CGD Marques Mendes também foi crítico e relembrou a notícia do Expresso, que noticiou que o BCE considerou que um aumento de capital de 5,1 mil milhões de euros, mesmo com os 900 milhões de euros de CoCos, está acima das necessidades do banco.

Marques Mendes criticou ainda a as informações sobre o Novo Banco, em que Centeno admitia liquidá-lo se este não fosse vendido. “Vai o Governo escrever numa carta, documento oficial, que, se o Novo Banco não for vendido entrará em liquidação, o que é que isto significa? Se o banco não for vendido, corre-se o risco de uma corrida aos depósitos”.

 

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