Novo Banco

Máximo dos Santos defende comissão de acompanhamento do Novo Banco

Luís Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal e presidente do Fundo de Resolução.

(Filipe Amorim / Global Imagens)
Luís Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal e presidente do Fundo de Resolução. (Filipe Amorim / Global Imagens)

Depois da audição que causou perplexidade do presidente da comissão de acompanhamento, Máximo dos Santos diz que nem tudo o que parece é.

Foi uma audição que causou mais preocupações do que respostas aos deputados. Na semana passada, o presidente da comissão de acompanhamento foi ao Parlamento deixar algumas questões em aberto sobre a análise que está a ser feita para evitar um recurso abusivo ao Fundo de Resolução.

José Rodrigues de Jesus deixou no ar se o banco estaria a fazer imparidades a mais, dúvidas sobre a quem poderia estar a vender ativos tóxicos e alertou que havia casos complicados que não eram resolvidos por serem mediáticos e que duas pessoas eram suficientes para garantir a missão da comissão de acompanhamento. Além disso, revelou que não tem muito que fazer já que têm existido poucas vendas de ativos. Esta entidade deve “apreciar e emitir parecer (não vinculativo) sobre questões relacionadas com o mecanismo, a sua direção estratégica e os ativos abrangidos” pelo mecanismo de capital contingente.

No entanto, o presidente do Fundo de Resolução disse, numa audição parlamentar esta quarta-feira, que “nem tudo o que parece é”. José Rodrigues de Jesus e José Bracinha Vieira foram nomeados por aquela entidade. Máximo dos Santos diz que a escolha foi feita “olhando para os currículos das pessoas que davam garantias de exercê-las muitíssimo bem”.

Disse que José Rodrigues de Jesus, cujas respostas causaram perplexidade aos deputados, já tinha sido o representante do Estado no BCP e que tem “uma vastíssima experiência em atividades de fiscalização e teve a distinção de ser eleito bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas”.

Máximo dos Santos elogiou ainda a carreira de Bracinha Vieira. A comissão de acompanhamento é composta por três elementos. De momento tem apenas dois, já que Miguel Athayde Marques apresentou a demissão devido a incompatibilidades. Entretanto foi proposto para a administração da Galp.

O responsável do Fundo de Resolução explicou que “a comissão de acompanhamento não é a entidade chave” para aprovar as operações. Diz que tem um papel importante porque “está dentro das instalações do banco e porque participa nas reuniões do conselho geral e de supervisão”. Mas os pareceres que faz são não vinculativos, sendo que “o poder verdadeiramente fundamental é o de aprovar ou de não aprovar as operações que são propostas”, que pertence ao próprio Fundo de Resolução.

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