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Comissões de utilização do MB Way. Quais são os bancos que vão cobrar?

MB way | MBWay
(Leonel de Castro/Global Imagens)

Até agora apenas o BPI cobra uma comissão por transferir dinheiro na aplicação MB Way. A partir de 17 de junho, também o Millennium BCP o fará.

A polémica em torno das comissões de utilização do MB Way tem gerado dúvidas entre os utilizadores. Mas a verdade é que usar esta aplicação pode sair mais caro do que dirigir-se ao multibanco. O alerta é da Deco. Mas isso vai depender do banco onde é cliente.

Até há pouco tempo, fazer transferências, pagar contas ou levantar dinheiro através do MB Way era gratuito, em todos os bancos aderentes. No entanto, desde o início de maio, alguns consumidores passaram a ter custos com a utilização da app.

São seis os bancos que já incluíram nos seus preçários o valor a cobrar pelas transferências com o MB Way: Activobank (1,50 euros), Millennium BCP (1,20 euros), BPI (1,20 euros), CGD (0,20 euros), Montepio (0,20 euros) e Novo Banco (0,15 euros).

“Os preços aplicados a uma simples operação na app móvel MB Way são desproporcionais”, diz a Deco. Como a comissão é fixa, o consumidor tem de a pagar quer movimente dois ou 100 euros. “Em média, o consumidor poderá pagar até 1,50 euros para transferir qualquer montante”. Com base em dados da SIBS, entidade gestora do multibanco, a associação de defesa do consumidor salienta que “mais de uma em cada quatro transferências realizadas através da aplicação são de montante interior a dez euros”, o que significa que o consumidor passa a suportar uma comissão que pode atingir cerca de 15% do valor da transação.

No entanto, alguns bancos não se encontram a cobrar efetivamente as comissões pelas transferências na aplicação MB Way. É o caso do Activobank, da CGD, do Montepio e do Novo Banco. Contactados pelo Dinheiro Vivo, os quatro bancos referiram que, apesar de constar no preçário, não é cobrada qualquer comissão aos utilizadores pelas transferências no MB Way.

O Montepio irá manter a isenção de comissões pelas transferências na aplicação MB Way até 31 de dezembro de 2019. A partir de 2020, poderá ou não haver alteração no preçário do banco. A entidade lançou apenas a hipótese. Se é cliente Montepio, o melhor é estar a par das novidades junto do banco.

Também o Millennium BCP não está a cobrar a comissão, ainda. As regras do jogo mudam já partir de 17 de junho. Fonte oficial do banco salienta “há que saber as condições de isenção, pois mais de metade dos clientes do banco são isentos da comissão”.

As condições para escapar ao pagamento da comissão, se é cliente Millennium BCP, é ter até 23 anos ou ter uma solução integrada associada à conta à ordem (Programa Prestige, Programa Prestige Direto, Portugal Prestige, Cliente Frequente e Millenniu GO!).

A partir desta data, as transferências MB Way efetuadas através da aplicação do banco passam a ter um custo de 0,50 euros, acrescido de Imposto do Selo. Para as transferências realizadas através da app MB Way, o custo será de 1,20 euros, acrescido do respetivo Imposto do Selo.

O BPI cobra 1,20 euros, mais Imposto do Selo, desde 1 de maio, pelas transferências no MB Way. Ao Dinheiro Vivo, fonte oficial do banco referiu que, apesar da esta cobrança estar a ser feita, o mesmo não acontece na aplicação do próprio banco. “Na aplicação do BPI, as transferências não têm qualquer custo, são gratuitas”, esclareceu.

Em suma, por enquanto, apenas o BPI está a cobrar a quem faz transferências via MB Way. A partir de 17 de junho, junta-se o Millennium BCP. Em 2020, poderá haver mais novidades, mas para já todos os clientes dos restantes bancos são isentos de qualquer comissão. Contudo, é importante que se mantenha informado, já que o facto de os valores fazerem parte do preçário, indica que a qualquer momento podem ser praticados.

Ainda assim, a Deco exigiu ao Banco de Portugal (BdP) que o limite das comissões recaia sobre as transferências através do MB Way, até um máximo de 0,2% da transação, que sejam definidos limites claros e proporcionais para os custos que são cobrados e que seja feita uma análise a esta prática dos bancos, já que estes parecem ter encontrado “uma forma de contornarem a proibição de impor custos aos serviços através do multibanco”.

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