Merkel comenta crise no BES para apelar à disciplina orçamental

Crise no BES é reveladora da fragilidade da zona euro, diz Merkel
Crise no BES é reveladora da fragilidade da zona euro, diz Merkel

A agitação que a crise no Banco Espírito Santo causou nos mercados é reveladora da fragilidade da zona euro e mostra a necessidade de os governos respeitarem os limites de dívida e défice. Quem o diz é a chanceler alemã, Angela Merkel, que falava durante uma campanha da União Democrata Cristã.

“O exemplo de um banco português mostrou-nos, nos últimos dias, como rapidamente os mercados se agitam, como rapidamente a incerteza volta e o quão frágil continua a ser toda a construção do euro”, disse Merkel, citada pela Bloomberg.

A chanceler deixava assim uma mensagem a França e Itália, que exigem um alívio das regras orçamentais para fazer face à retoma anémica da economia da zona euro.

Leia também: BES tem capital para acomodar perdas do GES

As declarações de Merkel surgem depois de, a 10 de julho, a Espírito Santo Financial Group (ESFG) ter anunciado a suspensão da negociação das suas ações e obrigações em Lisboa e no Luxemburgo, causando receios de contágio à escala mundial e fazendo subir os juros da dívida soberana de Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

Um dia depois, o Expresso Diário noticiou que a ESFG, que detém uma participação de 25,1% no BES, irá entregar um quinto da sua posição ao banco japonês Nomura. Os 5% do capital atual da ESFG terão sido dados como garantia de um empréstimo de cem milhões de euros, que a família Espírito Santo contraiu junto do Nomura para financiar a subscrição de novas ações emitidas durante o aumento de capital realizado em junho.

Entretanto, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu prolongar a proibição temporária de vendas a descoberto das ações do BES até terça-feira, justificando a decisão com a “diminuição significativa” do preço das ações após a implementação da restrição inicial.

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