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Miguel Maya: BCP está “a andar para a frente com passos sólidos”

Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens

O Millennium BCP deu mais um passo para a “normalização” do banco, com os acionistas a abrir portas ao pagamento de dividendos e compensação de trabalhadores.

À saída da assembleia geral extraordinária (AGE) de acionistas, que teve lugar esta segunda-feira, Miguel Maya, presidente executivo do BCP, destacou que o banco “está a andar para a frente com passos sólidos”.

Indicou que o BCP está confortável com os resultados dos testes de stress ou não teria dado os passos que tem dado, incluindo o anúncio feito hoje da compra do Eurobank na Polónia.

Adiantou que o BCP aguarda o ‘OK’ do Banco Central Europeu para anunciar o resultado dos seus testes de stress e que a autorização deverá chegar antes do final do ano. “Estamos absolutamente tranquilos”, afirmou aos jornalistas, à saída da reunião de acionistas.

Esteve representado na AGE 62% do capital do BCP, tendo os dois pontos em deliberação sido aprovados com 99,9% e 99,85% dos votos presentes. Os acionistas aprovaram a clarificação do poder da AG para decidir sobre pagamento de dividendos e a redução do capital social do banco em 875,5 milhões de euros, sem alteração de número de ações. O objetivo é que o banco fique com fundos distribuíveis disponíveis.

“Estes eram os passos que eram necessários para a normalização do banco”, disse o gestor.

O banco anunciou hoje a compra do Eurobank, através do polaco Bank Millennium, que detém em 50,1%, à Société Générale, por um valor total estimado em 428 milhões de euros.

Convergir para payout de 40% em 2021
Maya reiterou a meta do plano estratégico do banco, de convergir para um rácio de payout de 40% em 2021. “Vamos ser capazes de cumprir”, garantiu.

Adiantou que, na AGE desta segunda-feira, alguns acionistas defenderam o pagamento de dividendos enquanto outros preferem o banco mais capitalizado.

Sem garantir que haverá lugar a pagamento de dividendos em relação ao exercício de 2018, Maya afirmou que o banco pretende remunerar os acionistas “tão breve quanto possível”.

O mesmo indica para a compensação dos trabalhadores, pela redução salarial nos anos de crise.

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