CGD

Ministério Público admite investigar crédito em risco na CGD

Fotografia: Rui Coutinho
Fotografia: Rui Coutinho

A PGR diz que vai avaliar os elementos que vierem "ao seu conhecimento", com vista a apurar se há necessidade de uma investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) admite que o Ministério Público vai analisar os elementos que vierem ao seu conhecimento relativamente aos mais de 2,3 mil milhões de euros de crédito em risco na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A informação está a ser avançada pelo Económico e foi confirmada ao Dinheiro Vivo por fonte oficial da PGR. “O Ministério Público não deixará de analisar todos os elementos que vierem ao seu conhecimento, tendo em vista apurar se se verifica necessidade de intervenção no âmbito das suas competências.”

Ontem, o ministério das Finanças já tinha afirmado que, caso se verifique que houve créditos concedidos sem avaliação, antes da recapitalização de 2012, tem de ser apurada “responsabilidade civil e criminal”. O ministério de Mário Centeno não avançará com uma investigação mas afirmou que irá colaborar em tudo o que for necessário.

A reação das Finanças, avançada pelo Expresso e enviada a vários órgãos de comunicação social, incluindo o Dinheiro Vivo, surge depois de uma notícia avançada pelo Correio da Manhã, que refere a existência de mais de 2,3 mil milhões de euros de créditos em risco na CGD, segundo o resultado de uma auditoria de junho de 2015, revelando ainda a lista dos 10 maiores créditos.

O mesmo jornal afirma que a Caixa já registou imparidades de 912,1 milhões segundo dados de Agosto de 2015; os empréstimos mais problemáticos foram concedidos durante o mandato de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara, em 2005, embora existam também empréstimos mais recentes.

 

 

 

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